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quinta-feira, 3 de abril de 2025

PM e fascistas agridem manifestantes em ato “Ditadura nunca mais!” no RJ

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Ato por Memória, Verdade e Justiça e descomemoração do golpe militar de 1964 é realizado no Rio de Janeiro em meio a ataques fascistas.

REDAÇÃO RJ


LUTA POPULAR – Centenas de pessoas se reuniram na capital fluminense para exigir a punição dos golpistas de ontem e de hoje e perguntar “ONDE ESTÃO OS MORTOS POLÍTICOS DA DITADURA”?. Ainda na concentração do ato, que iniciou-se no centro, na frente do prédio onde era o antigo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), órgão responsável pelos sequestros e torturas de homens, mulheres e crianças durante o período ditatorial – o ato foi surpreendido pela presença de fascistas. Um grupelho fascista resolveu provocar lutadores da classe trabalhadora, operários, mães, mulheres e jovens estudantes. O grupo, que em várias ocasiões teve atitude semelhante de buscar provocar os militantes da UP, do PCR e de vários movimentos sociais e UJR, foi rapidamente expulso do ato, fugindo e correndo de forma atrapalhada ao som das palavras de ordem “recua fascista, recua”.

Ato por memória, verdade e justiça acontece no RJ

Provocação fascista tenta impedir o ato no RJ

A PMERJ, tentou a todo custo prender, sem razão, os militantes da UP e da UJR, que não se intimidaram, enfrentaram a repressão policial, e o grupo fascista e impediram que os militantes fossem presos. Mesmo com a proteção do braço armado do Estado, os fascistas tiveram que ver seu símbolo criminoso e genocida, a bandeira de israel, ser queimada diante de seus olhos pelos trabalhadores que não aceitam genocídio e deixaram claro que não recuarão contra o fascismo em nenhuma hipótese.

Sabemos que os torturadores dos porões da ditadura, que foram a escola dos policiais que hoje sobem nas favelas em caveirões, no intuito de matar pobres e favelados, servem aos mesmo senhores e a única forma de acabar com a violência que oprime a classe trabalhadora é com a construção da sociedade socialista, livre da fome, da pobreza e da violência fascista.

Após isso, o ato seguiu tranquilo, com o povo marchando unido relembrando quem estava nas ruas e presenciava o ato de todos os horrores causados pelos ditadores do passado e da tentativa de golpe que procurava, em 8 de janeiro de 2023, mais uma vez jogar o Brasil em uma ditadura. O ato seguiu com muito apoio popular e sem perturbação até chegar ao seu destino, em frente ao prédio da Associação Brasileira de Imprensa, também no Centro.
Apesar de expulsos, os fascistas não desistiram de provocar o ato. Esperaram a manifestação chegar ao seu destino para pedir escolta para a PMERJ, que se prontificou a protegê-los para cumprir seus objetivos: ganhar visualização com vídeos mentirosos e falsos.

Munidos com uma bandeira do estado genocida de Israel, ofenderam as pessoas que lutavam por uma sociedade verdadeiramente livre, zombaram dos heróis do povo, como Manoel Aleixo, e com palavras machistas e racistas exaltavam o genocídio contra o povo palestino. A todo tempo se escondiam atrás dos policiais militares e posavam nos vídeos como se as vítimas fossem eles.

Os policiais não tiveram nenhum pudor em deixar claro que estavam ali para escoltar e dar proteção ao bando. Manifestantes conseguiram arrancar das mãos de um dos fascistas a bandeira de Israel, e após isso, a polícia começou a reprimir a manifestação, usando spray de pimenta e atirando com balas de borracha nos manifestantes, em uma aliança clara com o fascismo, digna de uma polícia que é herança da ditadura militar fascista e chefiada por Cláudio Castro.


“Nenhum passo atrás, ditadura nunca mais!”

1º de abril de 2025 marca o dia em que se instaurou no nosso país Golpe Militar Fascista de 1964, que foi arquitetado para impedir o acesso do povo a direitos básicos como reforma agrária e urbana e instaurar uma sanguinária ditadura que sequestrou, torturou e matou milhares de brasileiros, especialmente os heróis abnegados que se recusaram a abaixar a cabeça para seus algozes.

A Ditadura Militar durou de 1964 até 1985 e, durante esse período, a burguesia nacional e estrangeira engordaram seus cofres enquanto o povo amargava a censura, o aumento da desigualdade e da pobreza, a hiperinflação e a perda de direitos civis básicos.
Desde o fim desse período que ainda hoje assombra o nosso povo, todo dia 1º de abril, milhares de pessoas saem às para exigir Memória, Verdade, Justiça, Reparação e punição para os golpistas e torturadores do passado e do presente em atos para denunciar que a impunidade de ontem segue empoderando fascistas até hoje e levando as Forças Armadas a crer que tem o direito de se considerar donos do país e tutores do povo brasileiro.

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