O poeta e militante Pedro Laurentino foi até o Recife, lançar na noite do dia 26 de janeiro o seu sétimo livro, “Raimundos & Apolinários. . . e etc e tal”. A atividade abriu o calendário de atividades do Centro Cultural Manoel Lisboa no Recife e foi marcado como uma noite para celebrar as lutas do populares, a resistência contra o avanço do imperialismo e a defesa do socialismo como alternativa para transformar o mundo.
Clóvis Maia- Redação PE
CULTURA- O Centro Cultural Manoel Lisboa no Recife recebeu na noite de 26 de janeiro o lançamento do livro “Raimundos & Apolinários. . . e etc e tal”. Essa é a sétima obra do poeta e militante piauiense Pedro Laurentino, e reuniu militantes sociais, líderes sindicais, e uma juventude animada, nesse que foi o primeiro evento político cultural promovido pelo Centro Cultural Manoel Lisboa no Recife em 2026. O evento também contou com um momento de poesias, um Coffee break e a sessão de outorgados e fotos com o poeta.
Nem Pedroca, nem Pedrinho
Pedro Laurentino é militante histórico do movimento estudantil pernambucano, onde atuou na UFRPE, onde foi presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e participou da reorganização do movimento estudantil pernambucano, reabrindo a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), além de ter sido vereador no Recife em 1982 e em Teresina, capital do Piauí, sua terra natal.
Tendo a arte como ferramenta de luta, o espaço também se transformou num debate sobre o atual momento em que vive o nosso país, as ameaças do imperialismo estadunidense em nossa América Latina com a invasão e sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores e o plano de transformar a Palestina num resort para a burguesia internacional.
Entre os presentes, Roberto Arraes, da direção do PCB no Recife e membro do comitê de solidariedade com o povo cubano, Rose Michele, do Coletivo de Filhos e Netos por Memória Verdade e Justiça, Edival Nunes Cajá, presidente do Centro Cultural Manoel Lisboa, entre outras lideranças que em suas falas reforçaram que a situação do mundo exige ainda mais resistência e luta e a defesa do socialismo.
Raimundos e Apolinários. . .
O sétimo livro de Pedro Laurentino é também seu primeiro trabalho onde o poeta trabalha a ficção. Misturando prosa, poesia e memória, as agruras, peripécias e as vivências desses meninos de ontem e de hoje nos ajudam a refletir sobre nossa vida e nosso canto no mundo. O poeta, que é militante da Unidade Popular, sindicalista é um incansável agitador popular, segue para outros estados do Nordeste lançando seu livro e levando resistência e alegria, trazendo para o presente os exemplos de antes, olhando e construindo um futuro.
(…)São os desaparecidos
na escuridão da história
mas hão de virar avenida
no coração da memória
por onde desfila a vida
abraçada à liberdade.
(Muda Marechal)

