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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Trabalhadores do Recife enfrentam desvalorização e exigem reajuste salarial

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Em ato na frente da Prefeitura do Recife, educadores, enfermeiros e servidores públicos denunciam irregularidades nos espaços de trabalho e exigem reajuste salarial.

Redação PE


TRABALHADOR UNIDO – Durante assembleia nesta quarta-feira (5), realizada em frente à Prefeitura do Recife, professores da rede municipal se reuniram para exigir o pagamento integral do piso nacional do magistério e denunciar as graves condições de trabalho nas escolas públicas. O ato, organizado pelo Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (SIMPERE), expôs a indignação da categoria diante do descaso da Prefeitura e dos constantes ataques à educação, o descumprimento da lei e a precarização das escolas.

Há mais de 12 anos, servidoras e servidores do Recife acumulam perdas salariais, sem qualquer reajuste que recomponha sequer a inflação. Essa política de arrocho ataca direitos, desvaloriza o trabalho e penaliza quem mantém os serviços públicos funcionando.

Faixa cobrando valorização dos profissionais da educação. Foto: Jesse Lisboa (JAV/PE)
PREFEITURA DO RECIFE. Faixa cobrando valorização dos profissionais da educação. Foto: Jesse Lisboa (JAV/PE)

Professores relatam salas superlotadas, falta de merenda, ausência de ventilação adequada e a precariedade das estruturas escolares. “Temos várias demandas e problemas que enfrentamos cotidianamente, como escolas sendo transformadas de regular para integral, de qualquer forma, sem consultar o interesse das comunidades ao redor, além dos problemas estruturais.”, afirmou Adolfo Pragana, trabalhador de uma escola municipal, durante a assembleia.

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), tenta empurrar o problema com discursos administrativos, enquanto gasta milhões em propaganda e concessões ao setor privado. O sucateamento dos serviços públicos e a desvalorização dos profissionais servem como justificativa para avançar com a agenda de privatizações, a exemplo do que já ocorre com creches e parques municipais. Além disso, desde 2023 existe a proposta de privatização dos postos de saúde, embora engavetada, pode retornar à pauta a qualquer momento.

Enquanto falta verba para a reforma das escolas e para o reajuste dos professores, a Prefeitura prioriza a concessão de parques e mercados públicos. A recente entrega da gestão de parques urbanos e a ameaça de privatização de áreas históricas, como a Rua do Bom Jesus, evidenciam uma administração voltada para o lucro de empresários, em detrimento do bem-estar da classe trabalhadora que vive e constrói o Recife.

Falta de diálogo e problemas estruturais antigos

“O ato de hoje ocorre devido a necessidade de nós, servidores, tensionarmos a gestão para a abertura das mesas de negociações. Como é que se inicia mais um ano e os gestores se negam a dialogar com as categorias, especialmente depois daquela vergonhosa proposta de 1% de aumento no ano passado e toda pressão da greve?” desabafou um enfermeiro para o nosso jornal. A mobilização que ficou conhecida como ‘A Revolta do 1 Real’ ganhou repercussão nacional após uma proposta de reajuste de 1% no salário e R$ 1,00 de aumento no tíquete alimentação ser rechaçado pelas várias categorias, tendo o Sindicato dos Enfermeiros de Pernambuco (SEEPE) e o Movimento Luta de Classes (MLC) na linha de frente denunciando os muitos gastos em propaganda pela prefeitura andando lado a lado com a truculência e a falta de diálogo com os trabalhadores.

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