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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Pressão de trabalhadores leva pauta da redução da escala 6×1 à congresso nacional

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Após grandes mobilizações dos trabalhadores em todo o país, o Congresso Nacional se movimenta para votar em maio a redução da jornada 6×1 sem redução de salários.

Leonardo de Paula | São Paulo


Brasil – Em todo o Brasil, trabalhadores tomam às ruas para lutar contra a desumana escala 6×1. No último dia 24 de março, 14 shoppings foram ocupados em todo o país para denunciar essa exaustiva jornada de trabalho e no dia 4 de março, dois mil operários e votar em maio e entraram em greve em todo território nacional, aderindo à luta

Em 2024 a greve da Pepsico conquistou um dia a mais de folga aos operários. Essa vitória impulsionou grandes jornadas de luta nas ruas durante todo o ano de 2025 e começo de 2026.

Após pressão exercida pelos trabalhadores, o Congresso Nacional planeja votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em maio, ou seja, no mês da classe trabalhadora.

A atual proposta contempla a redução da jornada de 44 horas semanais para 36 horas semanais, sem desconto no salário. Na prática isso significa a jornada passar de 6 dias trabalhados para um de descanso, para 4 dias trabalhados e 3 de descanso, ou seja 4×3.

Votação no Congresso

No mês de abril a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Congresso avaliará a possibilidade de seguir com a proposta para votação ou não. Essa comissão é responsável por avaliar a constitucionalidade e legalidade de todas as propostas de lei que tramitam a nível nacional. 

“O que nós precisamos é ter muita sabedoria para ouvir também o setor produtivo, ouvir quem emprega” relatou Hugo Motta (Republicanos) atual presidente da Câmara dos Deputados e do mesmo partido de Tarcísio de Freitas, governador fascista de SP, ou seja, ao invés de ouvir os trabalhadores, o congresso quer ouvir os empresários

Deputados de direita e do centrão ja se organizaram para inserir medidas no projeto que mantenham com a exploração aos trabalhadores como ampliar a jornada diária ou pagar apenas os dias trabalhados.

Enquanto a classe trabalhadora se mobiliza para denunciar nas ruas o crime que é impor ao trabalhador a escala de trabalho de 44 semanais, o congresso inimigo do povo atrasou a votação da proposta. Com a crescente revolta dos trabalhadores, o Governo Federal avalia enviar um outro projeto de lei, que contempla a alteração para 40 horas semanais e 2 dias de descanso a cada 5 trabalhados.

Caso o governo envie o projeto, ele será considerado em “regime de urgência” o que demandaria menos votos para aprovação e garantiria a sua implementação mais rápida. Do jeito que está, sendo uma PEC, a mudança pode ser arrastada até o final de maio

Pressão na ruas

Segundo Josenildo, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Laticínios e Alimentação de São Paulo (Stilasp), “Quando se trabalha no regime 6×1, não dá tempo para passear, não tem nem ânimo, porque no dia da folga, o trabalhador está cansado, está exausto”

Devido à sobrecarga de trabalho, no ano de 2025 no Brasil  foram quase 400 mil trabalhadores afastados por mais de 15 dias dos seus postos de trabalho

Por isso, em todo o país o povo têm ido às ruas arrancar vitórias através das grandes mobilizações. É o caso dos mais de dois mil operários em diversas empresas de todo o país que cruzaram os braços no dia 4 de março exigindo o fim da escala 6×1 e melhores condições de trabalho

Só nas ruas é que a classe trabalhadora poderá arrancar mais essa vitória para o povo, como completa Josenildo “ No primeiro dia de folga que eles tiveram no sábado, conquistado com a greve, a gente recebeu vários relatos e fotos deles agradecendo e falando que valeu a pena lutar.”

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