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segunda-feira, 16 de março de 2026

Trabalhadoras lutam por delegacia da mulher no ABC paulista

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O Movimento de Mulheres Olga Benário realizou no último dia 13/03 uma campanha de lutas pela delegacia da mulher em todo o ABC paulista. Enquanto o governador Tarcisio (Republicanos) corta 54% do orçamento da secretaria da mulher do estado de SP, as mulheres ainda recebem 25% a menos que os homens e sofrem com uma tripla jornada de trabalho

Larissa Mayumi | SP


Mulheres – Em São Caetano, Santo André, São Bernardo do Campo e Mauá, da região metropolitana de São Paulo, o Movimento de Mulheres Olga Benario realiza atos exigindo que as delegacias da mulher funcionem 24 horas, denunciando os casos de feminicídio do ABC e que não há uma delegacia da mulher que seja 24 horas na região.

Todos os atos denunciaram o aumento da quantidade e brutalidade dos feminicídios e da violência contra as mulheres. No ABC Paulista, somente em uma semana, houve 3 casos de feminicídio. Enquanto isso, o estado de São Paulo bateu recorde de casos no último ano. 

Assim, os atos recolheram assinatura para o abaixo assinado por delegacias da mulher 24 horas, pois hoje nenhuma das delegacias da mulher da região funcionam fora do horário comercial. 

Luta em todo o ABC

As mulheres responsabilizam o governador fascista Tarcísio de Freitas (Republicanos) pelo corte de 54% para a secretaria de política para as mulheres, afetando o funcionamento dos serviços de acolhimento às mulheres e tendo como consequência a falta de amparo das vítimas de violência e o aumento dos feminicídios.

Em São Caetano, o ato foi realizado na estação de trem, com varal de fotos das vítimas de feminicídio, com fila de mulheres para assinarem o abaixo assinado pela delegacia 24 horas. 

Isabela Leal, da Unidade Popular pelo Socialismo, afirma no ato de São Caetano: “Somente unidas e lutando organizadas é que conseguiremos mudar essa realidade. A delegacia da mulher 24 horas é uma medida fundamental e urgente, porém, queremos que as mulheres nem precisem de delegacia, que as mulheres não sejam violentadas!” 

E acrescenta: “precisamos construir uma sociedade que não seja baseada em recebermos 25% a menos do que os homens, em que somos as primeiras a serem demitidas e que creche, moradia, salário e trabalho dignos sejam assegurados, só numa sociedade socialista seremos livres e acabaremos com os feminicídios e a violência contra as mulheres”.

Já em Santo André, as mulheres colaram imagens das vítimas de feminicídio no poste em frente à delegacia e realizaram panfletagens com as mulheres passando no entorno, denunciando o aumento da violência e a falta da delegacia 24 horas. Muitas relataram já ter visto mulheres indo até a delegacia fora do horário de funcionamento e se deparando com a delegacia fechada. Além disso, a guarda da delegacia foi ostensiva e logo retirou as colagens com os rostos das mulheres.

Em Mauá, o ato ocorreu em frente à delegacia da mulher, onde mulheres de diversos bairros da cidade participaram e realizaram denúncias sobre os feminicídios da cidade, em particular da Gabriela Mariel Silverio, assassinada no meio do ano passado. Gabriela era dirigente do Movimento Olga Benario na cidade de Mauá e chegou a recolher dezenas de assinaturas para o abaixo assinado pela delegacia da mulher 24 horas.

Por fim, em São Bernardo do Campo, as trabalhadoras e trabalhadores da Cidade da Criança, estudantes da Faculdade de Direito de SBC e moradores do bairro ouviram atentamente as reivindicações, deixaram seus contatos e mais de 35 trabalhadores assinaram o abaixo assinado.

Assim, o Movimento de Mulheres Olga Benario convoca a todas as mulheres trabalhadoras a não abaixarem a cabeça diante desse cenário de violência e feminicídios e aponta que o caminho é a organização e a luta. 

Mulher não se cale, lute pelo socialismo! Faça parte do Movimento de Mulheres Olga Benario!

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