Uma coalizão militar liderada por Estados Unidos e Israel iniciou uma agressão em larga escala contra o Irã, atingindo 15 regiões do país, incluindo a capital Teerã e alvos civis.
Heron Barroso | Redação
INTERNACIONAL – No último dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel deram início a mais uma guerra imperialista no Oriente Médio. Até o fechamento desta edição, os ataques ao Irã já haviam deixado mais de 500 mortos e milhares de feridos. Cerca de 15 cidades e regiões do país foram bombardeadas, incluindo a capital Teerã. Uma escola infantil para meninas em Minab, no sul do país, foi um dos alvos das bombas imperialistas, matando 165 crianças e ferindo gravemente outras 96. Entre os mortos, está o então líder do país, o aiatolá Ali Khamenei (e seus familiares), o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad e alguns generais das forças armadas.
O Irã é o terceiro país atacado só neste ano pelos EUA. Desta vez, foi mobilizada uma armada composta por 16 navios de guerra, cerca de 40 mil militares e sete bases aéreas, localizadas na Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, além dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford.
O ditador Donald Trump declarou que o objetivo dos ataques é “eliminar a ameaça iminente do regime iraniano”, mas, na verdade, o que ele e seu aliado sionista, o primeiro-ministro fascista Benjamin Netanyahu, desejam é derrubar o governo teocrático iraniano e colocar no lugar um governo fantoche liderado por Reza Pahlavi, filho do último Xá (rei) do Irã, deposto pela Revolução Islâmica em 1979.
Além disso, EUA e Israel querem impor pela força que o Irã desmantele seu programa de energia nuclear, destrua seu sistema de defesa e rompa laços com as forças de resistência palestinas e libanesas, que lutam contra as agressões imperialistas na região. Ou seja, querem que o país abra mão da própria soberania e se ajoelhe a Trump.
Resposta do Irã
Em resposta aos bombardeios, o Irã atacou bases militares estadunidenses nos Emirados Árabes Unidos, Barhein, Catar, Kwait, Arábia Saudita, Iraque e Jordânia, além de alvos militares dentro de Israel. “Não estamos atacando nossos vizinhos no golfo Pérsico. Estamos atacando a presença norte-americana nesses países”, explicou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.
Entre as bases atacadas, está a sede da 5ª Frota Naval dos EUA, sediada no Bahrein. Há relatos de pesadas baixas no lado estadunidense e de ao menos um navio militar logístico dos EUA atingido próximo ao Estreito de Ormuz, que foi fechado pelas forças armadas iranianas. Quatro militares norte-americanos foram mortos e cinco ficaram gravemente feridos. Forças iranianas também lançaram mísseis contra o gabinete do primeiro-ministro israelense e o quartel-general da Força Aérea, causando pânico nas forças sionistas.
“Com suas ações delirantes, ele (Trump) transformou seu slogan ‘América Primeiro’, criado por ele mesmo, em ‘Israel Primeiro’, sacrificou soldados americanos pelas ambições de poder de Israel. Hoje, a nação iraniana está se defendendo. As Forças Armadas do Irã não iniciaram a agressão”, disse o ministro da Segurança do Irã, Ali Larijani, que garantiu que seu país não se renderá.
Imperialistas querem a guerra
Essa não é a primeira vez que o Irã é vítima das bombas imperialistas. Em junho do ano passado, Israel e EUA lançaram um ataque massivo contra instalações nucleares iranianas, tirando a vida de mais de 250 pessoas. A cada dia, fica ainda mais evidente que o imperialismo e os monopólios que o sustentam são a verdadeira ameaça à paz mundial.
De fato, não é o Irã, mas as potências imperialistas, os detentores dos maiores arsenais nucleares do mundo. Somente os Estados Unidos possuem mais de cinco mil bombas atômicas, enquanto Israel, outro país dono de um amplo conjunto de armas nucleares, recusa-se a informar exatamente quantas bombas deste tipo possui. Logo, apesar das belas frases e promessas em nome da liberdade, da paz e da democracia, a verdade é que as grandes potências se armam até os dentes para arrastar a humanidade para uma nova guerra mundial.
Para financiar essa gigantesca máquina de destruição, os governos burgueses aumentam a exploração sobre a classe trabalhadora, retiram direitos, reduzem salários e aposentadorias, promovem ajustes fiscais e perseguem as organizações sindicais, partidos comunistas e movimentos sociais. Logo, os povos são as maiores vítimas da política de guerra do imperialismo.
Por isso, é preciso denunciar esse covarde ataque contra o povo iraniano e organizar a classe trabalhadora para lutar pela derrota do imperialismo, caso contrário, correremos o sério risco de vermos os senhores da guerra transformarem nosso planeta num imenso cemitério.
Matéria publicada na edição impressa Nº 329 do jornal A Verdade