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sábado, 18 de abril de 2026

Oposição defende UBES na luta anti-imperialista e antifascista no terceiro dia de Congresso

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Primeiro dia de Plenária Final do 46º CONUBES foi marcado pelas defesas das teses de conjuntura, educação e movimento estudantil dos movimentos de oposição à direção imobilista da entidade.

Leonardo de Paula e Nathalia Vergara | São Bernardo do Campo (SP)


JUVENTUDE – O início do terceiro dia do 46° Congresso da UBES foi marcado por muita combatividade por parte dos estudantes da bancada do Movimento Rebele-se, oposição da atual e imobilista gestão da entidade estudantil. O dia foi marcado pela plenária final que votou as teses que a UBES defenderá nos próximos anos. Além disso, centenas de estudantes marcaram presença na plenária de convocação para o 6° Congresso da União da Juventude Rebelião (UJR).

Com saudações da Unidade Popular pelo Socialismo, na presença do presidente nacional do partido, Léo Péricles, e do Partido Comunista Revolucionário, o congresso reafirmou o compromisso da UJR em fazer a revolução e lutar pelo socialismo no Brasil e na América Latina.

Katerine Oliveira, Coordenadora Nacional da UJR, destacou: “como Che nos ensinou, ser jovem é ser revolucionário. Ser revolucionário é lutar pelo socialismo. A nossa juventude tem suas bases nas lutas das escolas de todo o país, é na luta das escolas que está a nossa base e nossa essência. Por isso decidimos convocar nosso congresso aqui no CONUBES”.

Intervenção de Katerine Oliveira, da Coordenação Nacional da UJR, durante o lançamento da convocação do 6º Congresso da UJR. Foto: Lucas Barbosa/JAV

Estudantes contra o fascismo

Durante a tarde iniciou-se a plenária final do congresso, momento em que os estudantes defendem junto às suas bancadas as propostas para temas centrais para os estudantes. Entre as propostas estão temas como: conjuntura, educação e movimento estudantil.

As defesas se dividiram, centralmente, entre a bancada do campo imobilista, composta pelas juventudes do PCdoB e PT, e da oposição, composta principalmente pelos estudantes do Rebele-se e de movimentos aliados. Enquanto a majoritária defende a reeleição de Lula como única forma de transformar o Brasil e vencer o fascismo, a tese “Não temos tempo a perder” apostou na combatividade e convocaram os estudantes a vencer a extrema direita no Brasil e no mundo.

Os delegados do ‘Rebele-se’ reverenciaram a luta de Edson Luís, estudante que foi assassinado durante a ditadura militar por lutar contra o fascismo e por melhores condições para os secundaristas. Em sua memória, os estudantes denunciaram o imobilismo da entidade, que não foi para ofensiva contra as políticas neoliberais do governo federal, como o Arcabouço Fiscal e o Novo Ensino Médio, e a falta de intervenção em ataques contra a população.

Além disso, a bancada da oposição reforçou que a juventude deve estar na linha de frente em defesa da soberania nacional, solidarizando-se com o povo iraniano, palestino, cubano e venezuelano. 

“As mesmas armas que matam o povo na palestina, matam nossa juventude nas favelas. Por isso, queremos apresentar uma proposta: vamos construir um ato até a Base de Alcântara para dizer que nós não vamos aceitar nenhuma intervenção dos Estados Unidos em nosso país”, interviu Laura Machado, coordenadora geral da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (Ames-SP).

Laura Machado, coordenadora geral da AMES-SP, durante a defesa da tese de oposição sobre conjuntura. Foto: Lucas Barbosa/JAV

Rebele-se para mudar a UBES

No debate sobre educação, a oposição defendeu o livre acesso ao ensino superior para toda a juventude e melhores condições de estudo para a juventude. “Nós queremos o fim do vestibular e do Novo Ensino Médio, queremos bandejão de qualidade, bolsa e passe livre, queremos o fim do assédio e da violência, e uma escola que seja boa pra gente”, defendeu Bia Martins, presidente da União dos Estudantes Secundaristas da Região Metropolitana de Fortaleza (UESM).

Transmitindo o sentimento de milhares de estudantes que enfrentam grandes dificuldades para se formar, a atual presidenta da Associação dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (AERJ), Marina Grutter, relatou: “nós fizemos uma grande greve das escolas técnicas e conquistamos mais de 200 bandejões junto com a FENET. A UBES não pode mais se limitar às propostas do governo. A UBES precisa ir atrás da mudança da educação e largar o imobilismo da atual gestão”. 

Lembrando a memória de Edson Luís, a oposição denunciou os ataques à educação realizados pelo fascismo e indicou o caminho da luta para transformar a UBES.

“Queria começar relembrando a memória de Edson Luís e trazer uma reflexão. A unidade é muito importante para a construção do movimento estudantil, como foi dito aqui, mas onde estava essa atual diretoria imobilista no dia 13 de março, na construção das greves nacional e da jornada Edson Luís que foi aprovada de forma unânime por essa diretoria?”, pontuou Gabriella Santana, diretora de negros e negras da UBES pela oposição.

“Nós sabemos a melhor forma de fortalecer o movimento estudantil que é apostar em grêmios livres. Por isso, nós somos contra a entrega da rebeldia dos nossos grêmios, que foram institucionalizados pelo governo federal. A UBES deve defender os grêmios livres e independentes e que não sejam subordinados à institucionalização”, conclui Gabriella, apontando uma alternativa de luta.

Em todas as intervenções da oposição, foi reforçada a alternativa da oposição para a presidência da entidade com a candidatura de Yasmin Farias, do Movimento Rebele-se, para a presidência da entidade. Sua eleição conduzirá uma transformação radical na maior entidade estudantil da América Latina, com a rebeldia da juventude que luta pela educação e pelo socialismo, em memória de todos os secundaristas que tombaram na ditadura.

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