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Unidade Popular recolhe 86 mil assinaturas em julho

No mês de julho, os militantes da Unidade Popular (UP) se dedicaram prioritariamente ao recolhimento de assinaturas para sua legalização. A UP é um partido formado por militantes do movimento sindical, estudantil, de mulheres e da luta por moradia, que, diante da crise política e econômica que assola o país e da traição dos partidos ditos de esquerda, decidiram que julho seria um mês especial para o recolhimento de assinaturas, o que resultou no extraordinário número de 86.631 fichas de apoio recolhidas num só mês em todo o Brasil, totalizando 313 mil fichas em dez meses.

Debaixo de chuva e de frio

Nem as chuvas fortes que caíram durante o mês de julho, especialmente nos estados do Nordeste, tão pouco a frente fria que invadiu o Sul e o Sudeste, impediram os militantes de irem em busca dos seus objetivos. “No Rio de Janeiro, somente em um dia, cerca de dez ramais de trens da Supervia foram ocupados por jovens, que coletaram 1.540 fichas de apoio para a criação do nosso partido”, declarou Esteban Crescente, militante do Movimento Luta de Classes e coordenador da UP no estado. No total, foram 12.663 assinaturas neste mês no Rio.

“No Piauí nós coletamos 3.682 assinaturas neste mês. Entregamos aos cartórios quase mil formulários e superamos nossa expectativa, que era alcançar 3.400 assinaturas. Foi muito boa a recepção da população à nossa proposta”, disse Alexandre Ferreira, coordenador da UP em Teresina.

Em Sergipe (estado onde a UP começou a coleta somente em junho), a campanha convocada para julho foi bem recebida pelos jovens que estão construindo o novo partido naquele estado: 2.016 pessoas declararam apoio à construção do partido. Alagoas recolheu 2.623 fichas, especialmente com o apoio do Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar, e a Bahia, 3.204 fichas, a partir do trabalho da Ocupação Luiza Mahin, em Salvador, e dos militantes que moram em Feira de Santana.

No Rio Grande do Sul, debaixo de um frio que chegou à 6ºC, a população que apoiou os sem-teto da Ocupação Lanceiros Negros também provou que está com a UP e 3.040 pessoas aderiram ao abaixo-assinado. Em São Paulo, foram coletadas 7.780 fichas de apoio.

No Rio Grande do Norte, a UP obteve 3.530 fichas, com o apoio do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas. O Estado do Pará continuou na linha de frente dando exemplos para todo o país, recolhendo 6.704 assinaturas no mês, sempre marcando presença nas praças de Belém e nos protestos contra o governo. Na Paraíba foram recolhidas 3.882 fichas. O povo cearense também demonstrou seu apoio ao novo partido, porque o estado contabilizou 4.776 fichas. Em Goiás, foram 295 fichas e, no Distrito Federal, 90 assinaturas.

Em Pernambuco os militantes da UP alcançaram a expressiva marca de 21.568 fichas recolhidas, além de terem entregues mais de cinco mil formulários aos cartórios eleitorais. “Em breve, esperamos que o TRE-PE nos certifique como o primeiro estado a alcançar o número mínimo necessário para a formação do partido”, disse Hinamar Araújo, representante da UP junto ao TRE do estado.

Em Minas Gerais também houve superação. A Unidade Popular arrecadou 10.778 assinaturas entre o povo pobre mineiro. Segundo Leonardo Péricles, presidente da Executiva Nacional da UP, “terminamos um mês de grande campanha de assinaturas que marca a história de luta pela legalização da UP. Esses números sinalizam para nós uma perspectiva: até dezembro, chegaremos a 500 mil assinaturas coletadas! Aumentar nossa organização para concretizar essas tarefas é fundamental. Está nas nossas mãos a oportunidade de ter uma representação, um partido que é instrumento de luta, de combate, de acúmulo de forças para os enfrentamentos para desalojar os ricos do poder e colocar a classe trabalhadora no seu lugar”, declarou, fazendo um balanço da campanha.

A plataforma política da UP considera que “o Congresso Nacional é comprovadamente corrupto, como ficou demonstrado nas delações que tomaram conta dos noticiários, e que cassou os votos de 55 milhões de brasileiros. Aprovaram uma reforma trabalhista e uma lei de terceirizações para prejudicar os trabalhadores e agora querem acabar com a previdência pública. Congelaram os investimentos em saúde e educação por 20 anos e entregaram o poder a um presidente golpista. Agora fala-se de eleições indiretas com os votos desses mesmos deputados ficha suja. É evidente que isso só vai piorar a vida do povo”.

A campanha de coleta de assinaturas precisa ser realizada no prazo de dois anos e, após o recolhimento das fichas, é necessário ainda localizar o número dos títulos de eleitor dos apoiadores, separar por zona eleitoral, cadastrar no Sistema de Apoio aos Partidos em Formação do Tribunal Superior Eleitoral através da internet e entregar nos cartórios para receber a certificação. Só então poderão ser entregues todos os documentos ao TSE para o registro do partido.

Da Redação

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