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Estátua homenageia Lamarca e Zequinha Barreto

Nos dias atuais, vivemos uma conjuntura que exige muito mais de nós, militantes comunistas revolucionários. Acreditamos que é preciso mais do que nunca honrar os nomes que tombaram na ditadura militar fascista de 1964. Esses companheiros e companheiras merecem ser lembrados todos os dias.

Um desses nomes é o do camarada Zequinha, que foi assassinado no povoado de Ppintada, Município de Ipupiara (BA). Zequinha foi um líder operário durante a Ditadura Militar, torturado em São Paulo por liderar a greve da Cobrasma, em Osasco, em 1968. Com AI-5, no final de 1968, ele entra na clandestinidade e, assim, conhece Lamarca. Os dois, ao chegarem à Bahia, foram abrigados pela família Barreto, Lamarca e Zequinha ficaram com eles por dois meses.

Em agosto de 1971, policiais disfarçados preparam a ação que fez parte da chamada Operação Pajussara, liderada pelo então major Nilton Cerqueira e pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, que tinha como objetivo capturar e assassinar Carlos Lamarca.

Em 28 de agosto daquele mesmo ano, centenas de militares e policiais à paisana cercaram a pequena casa no povoado de Buriti Cristalino. Recebendo informações de moradores das redondezas, os militares voltam à região e retomam as buscas. Os dois são descobertos em Pintada (localidade de Brotas) e assassinados pela repressão, a 17 de setembro. Seus corpos foram levados a Brotas e expostos como troféu, fato que aterrorizou a população da cidade.

Em Pintada, foi construído, em 2010, um memorial no local onde os militantes foram assassinados. Desde o ano 2000, por iniciativa do Bispo Dom Luiz Cappio, ocorre, no dia 17 de setembro, uma homenagem, a Celebração dos Mártires. Desde 2009, esta data é feriado em Brotas de Macaúbas.

O monumento em homenagem a Carlos Lamarca e Zequinha Barreto, na localidade de Pintadas, foi construído com recursos do Prêmio Kant vindo da Alemanha. Isso é o mínimo que se pode fazer para homenagear os líderes que tombaram na Ditadura e que, até hoje, não tiveram julgados os seus assassinos.

A Ditadura Militar deixou marcas e embriões que como a Polícia Militar, que mata mais pessoas que em muitas guerras civis. Essa mesma Polícia entra nas favelas e extermina física e psicologicamente o povo preto e pobre.

Neste momento difícil, em que direitos são arrancados, devemos lutar e radicalizar as lutas por uma sociedade mais justa, pedir o fim da Polícia Militar e a prisão dos torturadores. Este é um dever diário de cada militante de nossas fileiras.

Victor Aicau, militante da UJR na Bahia 

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