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100 anos de Antonio Candido

O sociólogo e crítico literário Antonio Candido de Mello e Souza completaria 100 anos no dia 24 de julho de 2018. Nascido no Rio de Janeiro em 1918, Candido faleceu aos 99 anos, em 12 de maio de 2017: lúcido, produzindo, debatendo e defendendo um país mais justo e socialista.  Ensaísta, professor e militante, junto com seu amigo e contemporâneo Florestan Fernandes é um dos principais nomes de nossa sociologia.

Utilizando a literatura como principal meio para analisar o país e a nossa cultura, é dele uma das principais obras para se entender nossa produção literária: “Formação da Literatura Brasileira”, lançada em 1959, leitura obrigatória para entender e pesquisar sobre nossa cultura nacional. Durante o Estado Novo, ousou enfrentar a ditadura de Vargas, editar um jornal clandestino de nome “Resistência”, além de ter sido um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), partido que permaneceu filiado até seus últimos dias.

Na academia exerceu papeis de destaque, sobretudo como professor da USP. É dele a contribuição de observar na obra literária as relações dialéticas entre autor, obra e público, trazendo com isso a utilidade da criação literária para o seio da sociedade. Defendia o socialismo como um “triunfo da humanidade” e o único meio de livrar a sociedade. As contribuições de Antonio Candido são e serão de grande importância hoje e sempre.

Segundo ele “O socialismo é uma doutrina totalmente triunfante no mundo. E não é paradoxo. O que é o socialismo? É o irmão-gêmeo do capitalismo, nasceram juntos, na revolução industrial. É indescritível o que era a indústria no começo. Os operários ingleses dormiam debaixo da máquina e eram acordados de madrugada com o chicote do contramestre. Isso era a indústria. Aí começou a aparecer o socialismo. ..O capitalismo não tem face humana nenhuma. O capitalismo é baseado na mais-valia e no exército de reserva, como Marx definiu. É preciso ter sempre miseráveis para tirar o excesso que o capital precisar. E a mais-valia não tem limite. Marx diz na “Ideologia Alemã”: as necessidades humanas são cumulativas e irreversíveis.”

Clóvis Maia, Pernambuco.

 

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