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Povos dos terreiros lutam contra a intolerância religiosa no Ceará

No dia 21 de janeiro de 2019, dia mundial da religião, os povos de terreiros e algumas representações de outras religiões, foram as ruas de Juazeiro do Norte no Estado do Ceará para a 10° Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. Esse dia foi Instituído pela Lei N° 11.635/2017 como dia nacional de combate à intolerância religiosa.

É importante ressaltar a luta dos povos de religiões de matrizes Africanas (umbanda e candomblé), pelo direito ao culto, ou seja, a liberdade religiosa, pois historicamente os terreiros foram perseguidos e vítimas de atentados de toda natureza e nos últimos anos esses ataques e perseguições vem se tornando mais frequentes e violentos. Devemos ressaltar a importância dessa caminhada, pois ela tem o objetivo não só de mostra a existência dos povos de terreiro no Cariri, mas também a sua luta por direitos essenciais, como o direito de existir e reivindicar segurança.

Como foi mencionado na fala da Ialorixá (Mãe de terreiro) Erlânia, essa caminhada representa muito mais do que uma simples passeata, mas sim que o povo negro e os povos de religiões de matriz africanas estão na rua para lutar pelos seus direitos. Vivemos em uma país em que sua constituição de 1988 no Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VI – e inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

Mas apesar de nossas constituição nos garantir esses direitos essenciais, os povos de terreiro são perseguidos diariamente, e principalmente os sacerdotes, que chegam até a serem ameaçados de morte. É importante colocar que na atual conjuntura, onde o presidente declara uma verdadeira guerra aos povos quilombolas e tradicionais, além de manifestar uma fanatismo religioso e tendência cristã protestante que, a seus olhos, legitima a perseguição.  Sendo assim esse é mais do que nunca é tempo de resistir, e que os povos de terreiro, entendem muito bem de resistência, já que desde os tempos da escravidão, esse povo resiste as perseguições, tiveram que se esconder por muito tempo, e hoje ainda são obrigado a se esconder em muitos casos, mas essa caminhada mostra que os povos de terreiro do Cariri não vão se esconder diante das perseguições, mas sim se organizar e ir à luta, pois dessa matéria nós, povos de terreiro, entendemos muito bem.

Força, Fé e Resistência!

Leonardo Alencar                                                                                                        Militante da Unidade Popular – UP no Cariri – Ceará

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