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“Mudaram as estações, nada mudou”

“Jair Bolsonaro está tratando essa posse como um teste: depois de um ano na presidência com vários desmandos, desmontes, acusações e crises, o governo acha tempo para fazer um estágio em uma pasta tão importante como da cultura, que vem sofrendo ataques desde o governo Michel Temer.”

Geraldo Neto


Foto: Reprodução/Twitter

CARTA – Após o episódio de Roberto Alvim, o nazista e ex-secretário especial de cultura, demitido há poucas semanas após a má repercussão de sua fala inspirada no discurso de Goebbels (ex-ministro de Hitler e mentor do nazismo na Alemanha), Bolsonaro sinaliza a nomeação de Regina Duarte, a “namoradinha do Brasil” – ou do fascismo, para ocupar o cargo deixado pelo diretor de teatro. Regina, que a princípio se mostrou resistente, declarando até não ter experiência e não estar preparada para ocupar o cargo, acabou se convencendo de e vai ocupar a pasta a partir das próximas semanas.

Jair Bolsonaro está tratando essa posse como um teste: depois de um ano na presidência com vários desmandos, desmontes, acusações e crises, o governo acha tempo para fazer um estágio em uma pasta tão importante como da cultura, que vem sofrendo ataques desde o governo Michel Temer. É evidente o plano de Bolsonaro e seus aliados para o desmonte da cultura, já que desde o início de seu mandato enfraqueceu a pauta, anexando a cultura ao turismo. Tal plano ficou ainda mais explícito na fala nazista de Alvim, onde ele cita: “A arte brasileira será heroica e nacional, ou não será nada”. É exatamente o que o governo fascista quer: a destruição da cultura, dos modos de resistência, da arte popular, que, ao mesmo tempo em que traz alegria ao povo, se consolida como uma trincheira contra o governo.

A arte é a “luta divertida”. Por isso é necessário estar sempre atento aos movimentos de quem a ataca. E agora, Regina da sequência ao caminho que o ex-secretário começou a trilhar, mas com a missão de ser mais recatada. É fundamental compreender e denunciar que Duarte continuará seguindo à risca a cartilha bolsonarista de censura, para que não sejamos enganados e cerceados de gozar a mais pura e divertida forma de luta: a arte.

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