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quarta-feira, 29 de junho de 2022

CMP realiza plenária nacional em Aracaju

Aracaju sediou, de 25 a 27 de maio, a Plenária Nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), com a presença de 20 Estados brasileiros e de cerca de 150 delegados, que debateram o tema “Central é para lutar, construindo o socialismo no movimento popular”. A plenária rearticulou a força do movimento popular em todo o Brasil e, com bastante unidade, convocou o V Congresso Nacional da CMP Brasil.

No primeiro dia, Wellington Bernardo, coordenador do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas e da coordenação nacional da CMP, disse que, “neste momento de crise econômica que vive o mundo, a CMP precisa não só manter viva a luta do povo pobre, como também esclarecer de onde vem a exploração, qual a raiz dos seus problemas e conscientizá-lo de que o caminho para ter uma vida digna é a construção de uma sociedade socialista”.

Os dias seguintes foram dedicados ao debate de construção do V Congresso da CMP, que ficou marcado para o período de 23 a 26 de outubro de 2013. Esse encontro comemorará o 20º aniversário da CMP.  Durante 20 anos a Central foi construída em cada luta do povo pobre do Brasil por reforma urbana, direitos sociais e o socialismo. “Precisamos manter viva essa trajetória de combatividade que marca a história da CMP; nosso povo já comprovou que é organizado e entendeu que é na luta que se conquistam moradia digna e direitos sociais”, disse Wellington Bernardo.

Num clima de unidade e animação, foram definidos os critérios de participação dos Estados que devem organizar seus congressos e garantir uma grande bancada para o fortalecimento do debate e a reconstrução da CMP pela base.

A CMP também repudiou a brutal e arbitrária reintegração de posse promovida pelo Poder Judiciário e pela polícia do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, contra as famílias da ocupação Eliana Silva, que se organizaram para lutar por seu direito à moradia digna, e reafirmou que as ocupações são uma forma legítima de luta que o povo tem para se defender da opressão.

Ésio Melo e Juliete Pantoja, Aracaju

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