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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Incêndio no Hospital Pedro Ernesto é reflexo do descaso com a saúde

Incêndio no Hospital Pedro Ernesto é reflexo do descaso com a saúde No dia 4 de junho, pacientes, familiares e funcionários do Hospital Universitário Pedro Ernesto foram surpreendidos com um incêndio que afetou todo o almoxarifado do HU. Todo o material do hospital foi destruído. Entre eles, seringas, luvas e medicamentos. Diversos andares foram afetados, cerca de 100 pacientes tiveram que ser deslocados e uma senhora de 65 anos morreu após inalar fumaça. Segundo o Governador do Estado, Dr. Sergio Cabral, a morte da mulher já estava prevista, a inalação da fumaça apenas abreviou o tempo.

Após o acidente diversas falhas foram encontradas. Entre elas a não existência de uma brigada de incêndio no hospital e 12 anos sem vistoria do corpo de bombeiros, falta de material cirúrgico e filme para raio-x e diversas salas de cirurgia funcionando com metade de sua capacidade. Isso tudo evidencia o descaso com a saúde pública em nosso estado. Em um bairro próximo ao hospital, fica o estádio de futebol Mario filho (Maracanã), onde foram gastos R$1 bilhão e 600 milhões em reformas enquanto a Unidade hospitalar recebeu em 5 anos R$35 milhões para a aquisição de aparelhos. Isso evidência a preferência do governo em investir mais dinheiro na Copa do Mundo em detrimento da saúde. Segundo o diretor do hospital, a construção é da década de 40. Por isso, há muito problemas elétricos e hidráulicos. Já a assessoria do Governo informou que o prédio é uma construção nova, que tem cerca de um ano. Nesse jogo de empurra, os mais prejudicados são os pacientes que dependem desse atendimento e ficarão sem medicamentos. O problema da saúde pública no Brasil é fruto de uma política econômica que privilegia o capital financeiro em vez do povo. Enquanto se destina 3,6% do PIB em Saúde, se gasta 45,9% em juros e amortizações da dívida pública. Entendemos, que para termos uma saúde de qualidade, devemos ter hospitais bem equipados, funcionários capacitados e materiais a serem disponibilizados a população (medicamentos, seringas, etc.), investimento público nas unidades hospitalares e melhor remuneração aos profissionais da área.

 Karen Lemes, Rio de Janeiro

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