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Mery Zamora: “Seguirá me encontrando, mais armada de esperança, valentia e dignidade”

Mery ZamoraMery Zamora, ex-presidenta da UNE Nacional – União Nacional dos Educadores do Equador (N.T.), acusada pelo governo de sabotagem e terrorismo, esta manhã recebeu a solidariedade de mulheres congressistas, e lideranças sociais frente à pretensão do governo de condená-la a 8 anos de prisão. Através de uma coletiva de imprensa na Assembléia Nacional, Mery Zamora disse: “Aqui estamos, dando a cara, e o faço de frente. Novamente toda esta perseguição é porque não me amedrontei nem traí a meu povo, é por não me haver submetido à política de chantagem de Aliança País, se esse for o delito pelo que me pensam processar ou o delito de ter estado sempre junto aos trabalhadores, se esse for o delito que cometi por defender a pátria nova e o socialismo, creia-me senhor Correa que para uma mãe, mulher e professora como Mery Zamora, será a principal e a maior condecoração que obterei por defender os direitos de quem nos tem entregue sua confiança e sobre tudo que venha de um governo nefasto e traidor, você sabe onde me encontrar senhor Correa e seguirá me encontrando, como sempre, mais armada de esperança, valentia e dignidade, coisas que você não tem nem a mínima ideia do que significa a dignidade. A diferença entre você, senhor Correa, e Mery Zamora é que você leiloa sua dignidade ao melhor licitante por 10 ou 40 milhões de dólares, enquanto minha dignidade, senhor Correa, não tem preço” disse a professora em uma atitude valorosa e altiva.

Da mesma forma, o comunicado à imprensa das mulheres de esquerda manifestou sua solidariedade com a ex-dirigente da UNE, em que aderiram várias lideranças sociais.

As mulheres do Equador sofrem o discurso sexista e discriminatório do Executivo; o governo atual pos em vigência o código penal para perseguir e limitar nossos direitos; constantemente somos afetadas economicamente diante do alto custo de vida, impedidas de ter acesso à educação e à saúde, e inclusive várias mulheres lutadoras sociais foram objeto da repressão governamental e outras da prisão. Pretende-se, além disso, judicializar nosso direito à liberdade de expressão e pensamento. Todas estas práticas do governo atual só geram menos democracia e afetam os direitos das mulheres.

O governo nacional tem como política de estado a criminalização do protesto social e de seus dirigentes, nessa linha a Prof. Mery Zamora é uma das tantas perseguidas políticas do regime. As Mulheres de Esquerda, democráticas, progressistas, expressam sua solidariedade com a Professora Mery Zamora acusada de sabotagem e terrorismo e que poderá ser condenada de 8 a 12 anos de prisão.

Não se respeitou o devido processo, a justiça atuou sob as ordens de altas esferas governamentais enfurecendo-se com uma mulher, mãe e professora que da direção do Magistério enfrentou a política autoritária e prepotente do governo Rafael Correa.

A justiça a serviço do governo, com a celeridade que lhe caracteriza, quando se trata de beneficiar o poder, através do Juiz José Tamayo, o mesmo que em julho do 2011 arquivou e rejeitou o processo, expediu AUTORECURSO A JULGAMENTO, pelo delito tipificado no art. 158 do Código Penal  “RECLUSÃO MAIOR ORDINÁRIA DE 8 A 12 ANOS E MULTA PECUNIÁRIA.

Diante deste atropelo aos direitos humanos, as mulheres de esquerda, progressistas, democráticas, reiteram sua posição firme e decidida de respaldo solidário a Prof. Mery Zamora e a todas aquelas mulheres que são objeto do abuso de poder, às perseguidas políticas e às encarceradas.  Estas ações de denúncia de violação aos direitos humanos no Equador se estenderão a organismos internacionais.

COMISSÃO NACIONAL DE PROPAGANDA – MOVIMENTO POPULAR DEMOCRÁTICO – EQUADOR

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