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domingo, 25 de setembro de 2022

Ato ecumênico por memória, verdade e justiça

Ato ecumênico por memória, verdade e justiça. Foto de Luciney Martins.No último dia 2, Dia de Finados, destinado a lembrar os parentes e amigos queridos que já não vivem , foi também dia de homenagear homens e mulheres mortos e desaparecidos que deixaram sua marca na história.

Neste dia, um ato ecumênico se realizou no cemitério da Vila Formosa, exatamente onde havia uma vala de vítimas da ditadura militar que foram enterradas clandestinamente.

Estiveram presentes no ato cerca de 150 pessoas, entre esses, parentes de vítimas, como os familiares do operário Virgílio Gomes da Silva, que até hoje não teve seu corpo encontrado. Filho de Virgílio, Gregório Gomes da Silva lembrou que ali, naquele cemitério, podem haver ainda muitos militantes enterrados clandestinamente, inclusive seu pai.

O ato fez referência também às vítimas assassinadas nas periferias de São Paulo nos últimos meses. O deputado Adriano Diogo lembrou que esse extermínio tem estreita relação com as ações do período ditatorial que nosso país viveu: “Essas pessoas mortas nos dias de hoje também são vítimas da repressão”, afirmou o deputado que é também presidente da Comissão da Verdade Estadual.

Xico Esvael, cantor e compositor popular que conduziu o ato artístico, disse que a expectativa é que o ato se torne uma tradição em memória daqueles que tombaram lutando por liberdade e justiça.

Ato ecumênico por memória, verdade e justiça. Foto de Luciney Martins.

Ana Rosa Carrara, com fotos de Luciney Martins

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