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Metalúrgicos ocupam Delegacia Regional do Trabalho para denunciar mortes na Usiminas

Metalúrgicos ocupam Delegacia Regional do Trabalho para denunciar mortes na UsiminasDe 1993 até 2011 foram 54 mortes em decorrência da precária condição do trabalho na usina

No último dia 25 de outubro a rua Martins Fontes, na cidade de São Paulo, teve sua rotina modificada. Um grupo de trabalhadores do Sindicato dos Metalúrgicos de Santos e região, e outros tantos apoiadores, realizaram uma manifestação seguida de ocupação na Delegacia Regional do Trabalho no Estado de São Paulo, situada nesta rua.

O objetivo foi, mais uma vez, oficializar e protocolar a denúncia das precárias condições de trabalho e das mortes de trabalhadores ocorridas na Usiminas de Cubatão/SP. De 1993 até 2011 foram 54 mortes, do mês de agosto até agora outros 10 acidentes graves ocorreram dentro da usina.

O Sindicato enfatizou a necessidade de uma fiscalização urgente na usina por parte do Ministério do Trabalho. A última aconteceu em 2007, de lá para cá foram 11 trabalhadores mortos. O Sindicato pede ainda que se detectados os setores da usina que oferecem risco a vida dos trabalhadores, estes sejam interditados até que sejam tomadas as providências de melhorias para garantir a segurança do trabalho.

Se não bastasse, a Usiminas desde agosto deste ano vem demitindo diariamente, no período foram mais de 300 trabalhadores demitidos.

Segundo Florencio Rezende de Sá, mais conhecido como Sasá, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santos e região a ocupação teve um resultado positivo, “ o Ministério do Trabalho se comprometeu em fiscalizar a empresa ainda este ano, se isso não acontecer os trabalhadores estão preparados para se necessário realizar paralisações, até que a situação seja resolvida”, disse Sasá. O presidente afirmou ainda que a ação chamou a atenção da empresa, que já se posicionou em negociar a questão da segurança do trabalho na usina.

Quanto às demissões em série, Sasá declarou que a Usiminas voltou atrás e verbalizou a possibilidade de cessar as demissões e realizar novas contratações, no entanto o sindicalista alerta, que todas essas questões só serão resolvidas se os trabalhadores permanecerem mobilizados.

Ana Rosa Carrara, Redação São Paulo

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