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quinta-feira, 7 de julho de 2022

Manoel Aleixo e Marighella são homenageados

Manoel Aleixo - Placa em homenagemNo dia 4 de novembro de 2012, no Município de Joaquim Nabuco, Zona Canavieira Sul de Pernambuco, militantes de esquerda, ativistas sociais e trabalhadores da cana se reuniram na Câmara Municipal para prestar uma justa e comovida homenagem a um destacado herói do povo brasileiro, Manoel Aleixo da Silva.

O Comitê Memória, Verdade e Justiça de Pernambuco decidiu pela homenagem a Manoel Aleixo pelo fato de a Comissão da Verdade do Estado de Pernambuco ter publicado a lista dos 50 mortos e desaparecidos políticos de Pernambuco e nela não constar o seu honrado e conhecido nome. Na mesma reunião, optou-se pela data da homenagem no dia 04 de novembro, como uma forma de homenagearmos também o bravo guerrilheiro Carlos Marighella, em 1969.

Manoel nasceu em 1944, na zona rural de São Lourenço da Mata e sempre foi um homem do campo, inclusive na sua militância política. Na madrugada de 26 de agosto de 1973, foi sequestrado de dentro da sua própria casa, em Joaquim Nabuco, e assassinado em 29 de agosto, sob cruéis torturas na sede do DOI-Codi do IV Exército, no Parque 13 de maio, em Recife. Ventania (seu codinome) era o principal dirigente do Partido Comunista Revolucionário (PCR) no trabalho do campo, tinha acumulado larga experiência por sua ativa participação no trabalho de construção das Ligas Camponesas, dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais e no trabalho de organização da resistência armada clandestina à Ditadura Militar.

No ato público, prestaram homenagens vários companheiros e companheiras de luta de Ventania, como Antônio Machadeiro, que de forma emocionante relembrou a firme convicção ideológica do camarada Aleixo; Anacleto Julião, que fez questão de ler um trecho do livro Direito à Memória e à Verdade, publicado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, em 2008, onde se encontra relatada a vida de Manoel Aleixo; Amparo Araújo, secretária de Direitos Humanos da Prefeitura da Cidade do Recife; o companheiro Epitácio, militante comunista contemporâneo de Aleixo; Ivson Carlos, do Diretório Central dos Estudantes (DCE) “Odijas Carvalho de Souza”, da Universidade Federal Rural de Pernambuco; Adelson Borba, sociólogo e ex-presidente do DCE da Universidade Católica de Pernambuco; Jucemário Dantas, economista e ex-diretor do Unafisco; o representante do prefeito João Carvalho (PSB) e Edival Nunes Cajá, do Comitê Central do Partido Comunista Revolucionário, que falando no ato afirmou: “Nesta homenagem, nós, os trabalhadores conscientes, reafirmamos que sua bandeira de luta pela reforma agrária e pela sociedade socialista seguirá até a vitória, e os seus algozes não ficarão impunes, jamais. É uma questão de tempo e os ventos da história sopram a nosso favor!”.

Na abertura da solenidade na sala de sessões da Câmara Municipal, foram descerradas duas placas alusivas a Manoel Aleixo e a Carlos Marighella, ocasião em que foi entregue aos presentes uma pequena biografia de Manoel Aleixo, onde se relatam vários episódios de sua saga revolucionária.

Thays Santos, Pernambuco

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