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quinta-feira, 7 de julho de 2022

Polícia continua matando em São Paulo

Polícia continua matando em São PauloNa noite de 4 de janeiro ocorreu a primeira chacina do ano em São Paulo, levando à morte de seis pessoas e deixando três feridas gravemente. O crime aconteceu em um bar na zona sul da capital paulista.

Entre os mortos estavam Laércio da Silva Grima, o Dj Lah, integrante do grupo Conexão do Morro, e o homem que filmou, em novembro, cinco policiais matando um servente de pedreiro que já estava rendido e desarmado.

O grupo integrado pelo Dj Lah aborda em suas composições o preconceito contra os moradores da periferia e a violência cometida por policiais. Um dos clipes do grupo, gravado no cemitério de São Luiz, na zona sul, tinha como refrão: “Saiam da mira dos tiras; são eles é quem forçam, são eles quem atiram; rezem para sobreviver.”

Segundo testemunhas, vários homens encapuzados desceram de três carros, gritaram “polícia” e começaram a atirar. Das seis vítimas fatais, cinco morreram na hora. Quando a PM chegou, os atiradores já haviam fugido e as vítimas que sobreviveram levadas para hospitais da região.

A ação foi idêntica a diversos crimes cometidos por grupos de extermínio que aterrorizam as periferias paulistas há décadas e que no ano passado chegou a números alarmantes. Em 2012, foram ao menos 15 chacinas em São Paulo.

Como bem denunciou recentemente um membro da Polícia Civil de São Paulo (veja “Relação da polícia com tráfico aumenta mortes em São Paulo”), “em cada batalhão tem um grupo de extermínio”. Esses grupos atuam para matar desafetos de políticos e empresários, controlar os mais variados crimes, como o tráfico de drogas, e através do medo manter a população calada.

Roberto Luciano, Campina Grande

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