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domingo, 3 de julho de 2022

Mulheres camponesas realizam encontro nacional

No período de 18 a 21 de fevereiro de 2013, em Brasília-DF ocorreu o I Encontro Nacional do Movimento de Mulheres Camponesas, com o tema: “Na sociedade que a gente quer, basta de violência contra a mulher”. O evento reuniu cerca de três mil mulheres camponesas, vindas de 23 estados do Brasil. Participou a presidenta Dilma Rousseff, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres Eleonora Menegucci, a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos Maria do Rosário, o chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho, de deputadas(os), senadoras.

No último dia, foi realizada uma grande passeata na Esplanada dos Ministérios, com representantes de organizações de mulheres do campo de 12 países, da América Latina, África, América Central e Europa. As militantes do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) levaram cartazes com nomes de mulheres do campo assassinadas, que foram fixados em frente ao Congresso Nacional.

Durante o percurso, foi feito um ato em frente ao Ministério da Previdência Social, onde as mulheres discursaram, cobrando que o salário maternidade seja ampliado de quatro para seis meses. As camponesas distribuíram à população a Declaração do 1º Encontro Nacional do MMC, onde enfatizam os resultados das discussões, mostrando desafios e compromissos do Movimento.

“O 1º Encontro Nacional reafirmou a importância do Movimento de Mulheres Camponesas autônomo, feminista, camponês e socialista. Confirmou a missão do MMC de lutar pela libertação das mulheres trabalhadoras de qualquer tipo de opressão e discriminação; a construção do projeto de agricultura camponesa feminista agroecológico e a luta pela transformação da sociedade. Para isso, é indispensável a luta, a organização e formação potencializando as experiências de resistência popular, onde as mulheres sejam protagonistas de sua história”, afirmam num trecho do documento elaborado durante o evento, que pode ser acessado na integra em: http://www.mmcbrasil.com.br/site/

Depois do ato, as mulheres seguiram para seus estados com o resultado do encontro no documento elaborado e todo o acúmulo dos quatro dias de discussão para socializar com as mulheres de suas regiões e seguir nas lutas ainda mais motivadas pela transformação da sociedade capitalista.

Hinamar Medeiros, Brasília

 

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