UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

domingo, 25 de setembro de 2022

Estatização do transporte público já! O povo no poder!

Bandeira PCRCentenas de milhares de brasileiros, em sua grande maioria jovens, estão nas ruas para exigir a redução das absurdas tarifas nos ônibus e o passe-livre. O transporte público em nosso País é de péssima qualidade, embora seja um dos mais caros do mundo. O resultado é que 37 milhões de brasileiros são obrigados a andar a pé por não ter dinheiro para pagar uma passagem.

Mas isso não ocorre à toa.

O transporte público foi privatizado. Em todas as grandes cidades um reduzido número de ricas famílias são donas das empresas de ônibus. Os governantes recebem propinas desses empresários e, em troca, aumentam as passagens anualmente, muitas vezes acima da inflação, abandonando a população à ganância desses tubarões. Esta minoria, além de ter superlucros com as passagens caras, recebem subsídios das prefeituras e governos. Por isso, a solução é a estatização do transporte público.

Mas o povo também sofre com o desmantelamento do Sistema Único de Saúde (SUS), com a máfia dos planos de saúde, com os professores recebendo baixos salários e a educação sendo transformada em mercadoria.

No campo, monopólios roubam as terras dos povos indígenas e dos camponeses para exportar soja, enquanto faltam alimentos na mesa dos trabalhadores. Não bastasse, nosso petróleo está sendo leiloado para multinacionais em troca de migalhas.
Quando o povo vai às ruas exigir seus direitos, os governos dizem que não há verbas e manda os Batalhões de Choques jogarem bombas e atirar nos manifestantes.

No entanto, para atender aos interesses da Fifa, o Governo Federal gastou bilhões para construir e reformar estádios. Além disso, o Governo também usa o dinheiro público para pagar os juros da dívida, enriquecendo os especuladores, para garantir subsídios às montadoras de automóveis e socorrer bancos falidos, como o Pan-Americano do milionário Silvio Santos, ou a empresa OGX do playboy Eike Batista.

Para os trabalhadores sobram migalhas. O Brasil tem um dos menores salários mínimos da América Latina, enquanto os patrões capitalistas ganham fortunas.

Os grandes meios de comunicação da burguesia, tendo à frente a Rede Globo, também são responsáveis por essa situação, pois apoiaram a Ditadura Militar, que torturou e matou centenas de revolucionários brasileiros e espalhou a corrupção por todo o Brasil. A Globo também apoiou Collor, o golpe militar em Honduras, as guerras imperialistas contra o Iraque e o Afeganistão, quer que o Brasil se torne um quintal dos EUA e defende a repressão contra o movimento popular. Aliás, ao lado da Fifa, a Rede Globo é quem mais lucra com a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Por isso, é urgente a democratização dos meios de comunicação.

O fato é que a burguesia, a classe capitalista, apodera-se de todas as riquezas que são produzidas pela sociedade, enquanto a maioria do povo sobrevive com quase nada, mora em favelas ou de aluguel. Quando chove, ainda perde o pouco que tinham, e muitos a própria vida.

Também por causa desse falido sistema, mais de 200 milhões de trabalhadores estão desempregados no mundo, sendo que 75 milhões são jovens.

A verdade é que ninguém libertará o povo se ele próprio não lutar. Para mudar essa situação, a solução é, portanto, lutar e não baixar a cabeça para os poderosos. Sem luta não há revolução e sem revolução não há transformação! O PCR luta por uma revolução popular e pelo socialismo!

Basta de exploração dos patrões e de abusos contra o povo!
Exigimos nossos direitos!
O povo não é bobo! Fora Rede Globo!
Estatização do transporte público já!

Junho de 2013

Partido Comunista Revolucionário (PCR)

Manoel Lisboa vive!
Viva o socialismo!

Manoel Lisboa de Moura, mártir e herói comunista,

Junto com outros companheiros, Manoel Lisboa fundou em 1966, o Partido Comunista Revolucionário (PCR). Com o crescimento do PCR, a ditadura decidiu sequestrá-lo e assassiná-lo. No dia 16 de agosto de 1973, a repressão conseguiu seu intento. Manoel Lisboa foi agarrado por um bando de fascistas, sob as ordens do delegado Sérgio Fleury, algemado e arrastado na rua. No DOI-Codi, Manoel Lisboa foi barbaramente torturado, suas unhas arrancadas, seu corpo queimado com cigarro e assassinado. Mas as ideias e o exemplo de Manoel continuam vivos em cada combatente da causa do socialismo.

Punição para os torturadores e assassinos da Ditadura Militar!
Pelo direito à memória e à justiça!

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