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sexta-feira, 1 de julho de 2022

Impunidade! Julgamento do Massacre de Felisburgo é adiado

Julgamento do Massacre de Felisburgo é adiadoUma manobra do advogado de defesa do fazendeiro Adriano Chafik Luedy levou, pela terceira vez, no dia 21 de agosto, ao adiamento do julgamento do caso do Massacre de Felisburgo. Foi alegado motivo de saúde para a ausência do acusado de ser o mandante do assassinato de sem-terra em Minas Gerais, em 20 de novembro de 2004.

O Massacre de Felisburgo é um dos maiores crimes cometidos por fazendeiros contra trabalhadores sem-terra, num ataque promovido por capangas, que invadiram o acampamento Terra Prometida, localizado na cidade de Felisburgo, região do Vale do Jequitinhonha, Norte do Estado, queimando barracos e plantações. Nesse episódio, cinco trabalhadores foram covardemente assassinados e outros 20 ficaram feridos.

Esta não é a primeira vez que o julgamento é adiado. Em outras duas ocasiões, em 17 de janeiro e em 15 de maio, os acusados não foram julgados por causa de manobras jurídicas. Uma manifestação reunindo cerca de 500 trabalhadores, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), protestou em frente ao Tribunal de Justiça, exigindo mais determinação por parte da justiça.

Diante da impossibilidade de realização do julgamento, o magistrado acatou o pedido de prisão preventiva dos quatro réus. Além de Chafik, também foram detidos Francisco de Assis Rodrigues de Oliveira, Milton Francisco de Souza e Washington Agostinho da Silva. A nova data para o julgamento é 10 de outubro.

Esses fatos demonstram o quanto a Justiça é controlada pelas classes dominantes, agindo sempre na defesa de seus interesses, principalmente, considerando que, neste caso, Chafik é réu confesso, mas foi premiado pela Justiça para responder o processo em liberdade.

Redação MG

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