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Trabalhadores realizam ato para cobrar CPI em Alagoas

Trabalhadores realizam ato para cobrar CPI em AlagoasOrganizados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo Movimento Via do Trabalho (MVT), trabalhadores da cidade e do campo realizaram, no último dia 28 de agosto, um importante ato denunciando a corrupção na Assembleia Legislativa de Alagoas.

Há meses, as denúncias sobre funcionários fantasmas e altos salários na folha da Assembleia têm tomado conta do Estado e, mesmo com a tentativa da Mesa Diretora e do Governo em esconder essa realidade, cada vez mais cresce a indignação popular contra esta situação.

Assim, centenas de manifestantes se concentraram em frente à Catedral de Maceió, utilizando-se de carro de som e de muita agitação para denunciar e convocar a população para a luta contra a corrupção e pela instalação imediata da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa.

“Estamos aqui para apresentar a lista dos deputados que ainda não assinaram a instalação da CPI. Vamos pressionar para que acabe a farra do dinheiro público”, declarou a presidente da CUT, Amélia, presente no ato.

Os manifestantes se dirigiram até a frente da Assembleia e ocuparam a sua entrada, contando com o apoio dos servidores da casa, que se solidarizam com o ato. Vale lembrar que, enquanto vários funcionários fantasmas ganham gordos salários, o plano de carreira dos servidores continua sem ser implementado.

Presente no ato, o companheiro Magno Francisco, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Supermercados (Sindsuper-AL) e representante do Movimento Luta de Classes (MLC), fez uso da palavra para saudar os participantes do ato e chamar todo o povo de Maceió para cobrar a instalação da CPI e exigir a prisão dos envolvidos em mais um escândalo de corrupção do poder legislativo alagoano.

“Há alguns anos, o povo esteve nas ruas e denunciamos os mais de R$ 300 milhões que foram roubados. Agora, estão tentando esconder para debaixo do tapete mais um caso de corrupção. A pressão popular vai ser fundamental para darmos um basta nessa situação”.

Após a ocupação, uma comissão de sindicalistas foi recebida pelo presidente da Assembleia Legislativa enquanto os manifestantes seguiram para o Palácio do Governo, onde outra comissão foi recebida pelo governador para tratar do Plano de Cargos e Carreiras dos servidores públicos do Estado.

Redação Alagoas

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