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segunda-feira, 28 de novembro de 2022

A Verdade comemora 15 anos com debate sobre a imprensa popular

15 anos recife (3)No dia 05 de dezembro de 2014, sindicalistas, militantes do movimento social, lideranças estudantis e militantes políticos se reuniram no auditório do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco (Sindsep) para celebrar os 15 anos de resistência e luta da imprensa popular e socialista do jornal A Verdade.

A cerimônia iniciou com uma exposição de edições de A Verdade que tiveram grande repercussão na sociedade pelos temas abordados e suas manchetes singulares. “Só o jornal A Verdade pôde publicar uma manchete que diz: Encontrados os restos mortais do revolucionário Manoel Lisboa”, declarou Luiz Falcão, seu diretor de Redação. A exposição acolheu os convidados ao som de canções revolucionárias interpretadas por vozes como a de Mercedes Sosa, Taiguara, Milton Nascimento, Alí Primera, Gonzaguinha, Carlos Puebla e do grupo MPB4.

O debate sobre a imprensa popular e a luta contra a Ditadura Militar contou com a presença do secretário de Imprensa do Estado de Pernambuco, o jornalista Ivan Maurício, do publicitário e ex-preso político José Nivaldo Júnior e de Luiz Falcão, diretor de A Verdade.

Abrindo o debate, Zé Nivaldo, autor do Livro “1964 – O Julgamento de Deus”, contou a sua história como correspondente do Diário de Pernambuco no interior pernambucano e de sua militância de esquerda na imprensa alternativa. Nivaldo escreveu no jornal Reflexo e relatou várias experiências de enfrentamento distribuindo jornais da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), panfletos clandestinos em portas de fábrica contra a Ditadura Militar e o jornal A Luta, órgão do PCR durante os anos de chumbo. “Na luta contra a Ditadura, distribuir um panfleto, um jornal era uma ação armada”, declarou.

Ivan Maurício destacou o papel militante da imprensa popular relatando suas experiências no Diário da Noite e no jornal Movimento. Segundo Ivan, “cada plataforma tem o seu papel: o jornal, o panfleto, o carro-de-som, a internet… e nenhuma delas se sobrepõe à outra”. Ivan defendeu que o papel do jornal popular é promover a reflexão, por isso, deve ter textos de análise que devem ser abordados em profundidade.

Luiz Falcão registrou que “as falas de Ivan Maurício e Zé Nivaldo nos fazem perceber que o nosso trabalho começou muito antes, com os jornais Opinião, Movimento, Reflexo (…) nos faz perceber o papel da imprensa popular na luta por transformações, como ocorreu na Revolução Pernambucana. Por isso, concluímos que é muito importante o que fizemos nesses 15 anos, mas, não podemos nos dar por satisfeitos, ainda há muito que fazer”.

Do plenário, entre outros, interviu o vereador de Olinda Marcelo Santa Cruz, irmão do desaparecido político Fernando Santa Cruz, para parabenizar A Verdade pela passagem dos seus 15 anos e para registrar o papel desempenhado em exigir a punição dos criminosos da Ditadura Militar. Marcelo lembrou que A Verdade deverá abordar a temática do relatório da Comissão Nacional da Verdade para que os criminosos não fiquem impunes.

15 anos recife (1)Foram lidas as saudações que chegaram por correspondência de Antônio Carlos Fon, ex-militante da Ação Libertadora Nacional, ex-preso político, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e integrante do Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça; e do Padre Reginaldo Veloso, animador do Movimento de Trabalhadores Cristãos (MTC), ambos saudando a passagem dos 15 anos e desejando vida longa ao jornal. A celebração se encerrou com todos cantando parabéns em torno de um bolo de aniversário.

Thiago Santos

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