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domingo, 25 de setembro de 2022

Governo Federal pratica velha política econômica

Levy, Kátia e Armando
Levy, Kátia e Armando

Em seu comentário matutino na CBN, neste dia 23 de janeiro, o jornalista Carlos Alberto Sardenberg, comentarista especializado em economia das Organizações Globo, rasgou elogios ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a quem atribui o mérito por uma suposta “nova política econômica”.

O ministro está em Davos, na Suíça, no Fórum Econômico Mundial, onde, segundo o jornalista, tem circulado com desenvoltura e até se reuniu a portas fechadas com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, que disse “estar encantada” com o brasileiro. Ele foi também elogiado pelo ministro colombiano, Mauricio Cárdenas, que destacou “a liderança de Levy na América Latina”, sendo ainda chamado pelos participantes do evento como “Davos Man”, ou seja, um homem com o espírito do Fórum Mundial.

Não é para menos. Levy foi dirigente do FMI, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Bradesco. Em Davos, representa não o Brasil, o seu povo, mas sim os interesses do grande capital financeiro nacional/internacional.

A ironia é que, em dezembro de 2005, o Governo Lula I fez alarde de que o Brasil se livrara da dependência do FMI, pagando ao órgão US$ 15,5 bilhões de sua dívida. Agora, com a “nova política econômica” do Governo Dilma II, o FMI é quem está com a caneta da nossa economia nas mãos.

E tem mais

O Ministério da Fazenda nas mãos dos banqueiros; o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio nas mãos da burguesia industrial (Armando Monteiro – PTB); o Ministério da Agricultura nas mãos dos latifundiários (Kátia Abreu – PMDB); o Ministério dos Esportes nas mãos da bancada evangélica (George Hilton – PRB); o Ministério das Cidades nas mãos da “nova direita” (Gilberto Kassab – PSD); o Ministério da Educação nas mãos da oligarquia cearense (Cid Gomes – PROS; mandou a PM bater nos professores em greve, em seu segundo mandato como governador do Ceará).

Dilma afirmou em seu discurso de posse: “nenhum direito a menos!”. Logo de cara, vieram a restrição do acesso ao FGTS e às pensões, o aumento dos juros para financiamento imobiliário, a proposta de abertura do capital da Caixa Econômica Federal e novas denúncias de corrupção dentro da Petrobras.

A maioria da população votou em Dilma para impedir o retrocesso do PSDB, da direita escancarada, mas, na prática, a cúpula petista e seus aliados de direita têm mesmo é praticado da velha política econômica dos tucanos e seus antepassados.

Rafael Freire, jornalista

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