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domingo, 25 de setembro de 2022

Greve da GM é batalha de toda a classe trabalhadora

greve_gm_smsjcAté agora, o placar está em dois a zero para os trabalhadores nesta temporada de 2015. A primeira partida foi em São Bernardo do Campo e foi disputada pelos operários da Volkswagen. Na segunda disputa, representaram os professores e servidores públicos do Paraná, que obrigaram o governo estadual do PSDB a retirar um pacote de maldades apresentado para a votação na Assembleia Legislativa.

Agora combatem os operários da General Motors na planta da cidade paulista de São José dos Campos, na região do Vale do Paraíba. A greve teve início na última sexta-feira, 20, e é organizada a partir da ocupação da fábrica, ou seja, os operários ficam dentro da empresa, mas não produzem nenhum carro.

A planta da GM possui 5.200 trabalhadores na fábrica de São José dos Campos e produz os veículos S10 e Trailblazer, além de motores, transmissões e CKD.

A principal reivindicação da greve é a revogação do plano de demissão de quase 800 trabalhadores que entraram em regime de lay-off. A empresa se nega a garantir condições de estabilidade para esses trabalhadores.  A GM judicializou a greve e haverá uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho – TRT, hoje às 15:30h.

O que ocorre na GM é um cenário muito similar à situação da Volks, Mercedes e outras montadoras. Depois de receber uma série de incentivos fiscais e financiamentos subsidiados do governo federal, os capitalistas do setor automotivo pretendem jogar sobre as costas dos trabalhadores o peso da situação de retração econômica que vive o país.

Enquanto isso, as montadoras seguem como um dos principais setores econômicos a realizar remessas de seus lucros ao exterior, aumentando os superlucros de suas matrizes nos países imperialistas e o déficit da balança comercial brasileira.

A luta dos operários da GM é uma parte importante da luta geral da classe trabalhadora. No momento que o governo federal decide aplicar um ajuste que beneficia apenas os monopólios e que os patrões se aproveitam da situação para aumentar os ataques, a solidariedade de classe e a unidade na luta são fundamentais.

Redação, São Paulo

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