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quinta-feira, 6 de outubro de 2022

MLB realiza ocupação em prédio dos Correios, em Fortaleza

foto ocupação 02Cansadas de esperar pelas promessas dos governos, 200 famílias organizadas pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), realizaram uma ocupação em um prédio abandonado dos Correios, em Fortaleza. A ação aconteceu na madrugada do dia 23 de fevereiro, no imóvel localizado em frente ao Terminal Rodoviário Engenheiro João Thomé. O local da ocupação, denominada de Valdete Guerra, estava desativado há mais de 10 anos e não cumpria nenhuma função social. Ultimamente, servia como ponto para consumo de drogas.

Oriundas dos bairros Henrique Jorge, Genibaú, Pan Americano, Antônio Bezerra, Mucuripe e Jardim América, as famílias participaram de dezenas de reuniões preparativas, além de seminários, onde a temática da Reforma Urbana era debatida. Agora. o MLB exige a desapropriação do prédio ocupado para que este seja destinado à construção de moradias populares.

Segundo Leuda do Nascimento, coordenadora do MLB, o descaso por parte do Poder Público preocupa: “As famílias vivem em condições desumanas na periferia. Falta tudo! Emprego, hospitais, escolas, saneamento, e a violência toma de conta das comunidades”. E a situação piora nos momentos de chuva, pois muitos moram em áreas de riscos. Como aponta a última pesquisa realizada pela Prefeitura de Fortaleza, em 2012, 19 mil famílias vivem em áreas de risco.

Leuda também denuncia os altos preços dos aluguéis, fato comprovado estatisticamente, uma vez que 39.261 domicílios apresentam o preço do aluguel superior a 30% da renda familiar total. Fora isso, ainda temos 12.112 domicílios precários, 53.395 servindo como coabitação, e 17.772 domicílios em situação de aluguel com mais de três habitantes usando o mesmo dormitório, caracterizando adensamento excessivo.

Em Fortaleza, imóveis abandonados formam vazios habitacionais. A especulação imobiliária é cada vez mais crescente. Se falta casa para o povo pobre morar, espalham-se pela cidade construções luxuosas e a proliferação de espaços sendo tomados por Shopping Centers é visível, revelando a desigualdade social da 5ª maior capital do país.

De acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), considerando a Região Metropolitana de Fortaleza, o déficit habitacional é de 116.985 unidades habitacionais. Dados esses que colocam a capital do Ceará com o 6º pior déficit habitacional do Brasil. Em Todo o estado, faltam mais de 298 mil moradias.

Redação Ceará

 foto ocupação 01

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