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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Há 36 anos, revolução sandinista era vitoriosa na Nicarágua

20150719144015No início da década de 1960, os assassinos do guerrilheiro nacionalista Augusto César Sandino ainda seguiam com sua ditadura na Nicarágua, mantendo o país como uma república de bananas a serviço de toda ingerência dos Estados Unidos. Continuavam perseguindo e assinando os camponeses, o clero progressista, os estudantes e todo e qualquer movimento de trabalhadores que lutasse por um desenvolvimento soberano para o país.

Um grupo de jovens revolucionários, no entanto, resolver ‘seguir pelo caminho de Sandino’ e dedicar sua vida a derrotar a ditadura e libertar o país.  Liderados pelo comandante Carlos Fonseca, foi fundada em Honduras, em 1961, a Frente Sandinista de Libertação Nacional – FSLN, organização que uniu diversos grupos de esquerda e propunha a luta armada guerrilheira como forma de vencer a ditadura dos Somoza.

Durante toda a década de 60, a FSLN vive um período de luta interna e consolidação ideológica, preparando as condições para um forte movimento guerrilheiro em nível nacinoal que se instala no país a partir de 1970.

No momento em que grande parte dos países da América Latina viviam sob ditaduras militares, a guerrilha da FSLN, fortemente inspirada na revolução cubana, animava as forças de esquerda e revolucionárias em todo o continente.

Nem a morte em combate do Comandante Carlos Fonseca (1976) nem o financiamento de grupos paramilitares terroristas, a partir dos EUA, são capazes de vencer a força crescente do movimento guerrilheiro. Em 19 de julho de 1979, a capital nicaraguense, Manágua, é libertada e o ditador de turno, Anastasio Somoza Debayle, foge com destino a Miami.

A vitória sandinista encheu de esperança os revolucionários em todo o mundo. A Frente Sandinista, no entanto, em virtude de suas várias divisões internas, da falta de clareza ideológica e das fortes ligações com a Igreja Católica, não foi capaz de destruir as bases do Estado capitalista, construindo o poder popular e o socialismo. As medidas sociais que implantou, no entanto, tiveram grande impacto na melhoria das condições de vida do país, com a erradicação do analfabetismo e a realização da reforma agrária.

O colapso da União Soviética e a situação econômica especial em Cuba (1989) levaram a um isolamento da Nicarágua que entregou o poder após eleições realizadas sob forte pressão dos EUA, em 1990. A Frente Sandinista se transformou, dessa maneira, em uma organização reformista, voltando ao governo em 2001 com a eleição de Daniel Ortega, que hoje está em seu terceiro mandato como presidente do país.

Da Redação.

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