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quarta-feira, 6 de julho de 2022

Refinaria aprisiona petroleiros em Canoas–RS

Desde o dia 1° de novembro os petroleiros estão em greve. No Rio Grande do Sul não é diferente, os trabalhadores tem fortalecido a mobilização em todo o estado. São plataformas paradas, piquetes instalados em frente aos locais de trabalho e muita mobilização pela categoria, onde cerca de 70% aderiu à greve com possibilidade de chegar a uma paralisação geral.

Nessa ascensão do movimento e com a agudização da luta de classes no estado, os patrões deram uma resposta. Os trabalhadores estão presos no seu local de trabalho desde o primeiro dia de greve, sendo impedidos de irem para suas residências ou de visitas dentro da empresa. A culpada de tudo isso é a Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP) localizada na cidade de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre.

São oito dias de cárcere privado. Os trabalhadores estão em condições análogas ao trabalho escravo, conduzidos a uma jornada que já ultrapassam 120 horas. O Sindipetro-RS, estabeleceu um piquete fixo em frente a refinaria e vem buscado a justiça para tentar resolver a questão. O mais surpreendente de tudo é que até a justiça, que deveria defender os direitos de nosso povo, está sendo favorável a este ato ilegal da REFAP.

Segundo o sindicato dos petroleiros, o grupo trabalha há oito dias e é impedido de sair, sob ameaça de demissão e perda de direitos trabalhistas, para manter o funcionamento da refinaria. O caso não é isolado: funcionários também são mantidos em regime de trabalho contínuo em Cubatão, na Refinaria Presidente Bernardes, e em Paulínia, na Replan.

Foi acionado na manhã de terça – feira (10/11) a Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa ALEGRS, que rapidamente atenderam ao pedido do sindicato e se dispuseram a ir até a REFAP. Os representantes da Comissão, os deputados estaduais, Pedro Ruas (PSOL) e Jeferson Fernandes (PT), no entanto, foram proibidos, pelo supervisor de segurança patrimonial da empresa, de entrar na Refinaria. Alegando a necessidade de um documento oficial e, diante disso, ele passaria por análise do jurídico da empresa.

Os deputados estaduais, disseram que a Comissão já percorreu por todo o estado, visitando presídios, empresas, hospitais, e outros locais, mas o único lugar que proibiu a entrada e o trabalho da Comissão foi a REFAP.

Depois de muito barulho e organização da categoria, o Sindipetro-RS, divulgou um boletim eletrônico de que “dois dirigentes sindicais vão ter o direito de ingressar dentro da REFAP/Petrobras, a partir do dia 10/11, para exercerem suas atividades sindicais livremente, fiscalizar as condições de trabalho quantas vezes for necessário, a qualquer hora do dia ou da noite, sob apuração de crime de desobediência”. Lembramos que o Direito a Greve está garantido na constituição federal em seu artigo 9º e a Lei nº 7.783/89 e que é proibido o cárcere privado de pessoas. A REFAP deve ser punida e responsabilizada por este crime!

Redação RS.

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