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terça-feira, 29 de novembro de 2022

Equador: movimentos sociais voltam às ruas contra mudanças na constituição

Marcha-26-noviembre-en-QuitoA palavra-de-ordem de Fora Correa, Fora! continua e com mais força entre os sindicalistas e representantes de organizações sociais que promovem manifestações contra o regime e as emendas que, se aprovados, modificam a Constituição em favor do governo.

Os dirigentes que conforma o Coletivo Unitário de direção das organizações sociais e sindicais reunidos no dia 2 de dezembro anunciaram que novamente se iniciaram mobilizações e outras ações de protesto em Quito e nas principais cidades do país. São manifestações contra as emendas que estão previstas para ser votadas nesta quinta (3), segundo a pauta lesgislativa.

Falam de uma reativação indígena na defesa dos direitos, “sem edo e mais unidos do que nunca”, contra um governo que se encontra derrotado. Para aprovar suas emendas e demais leis, só pode confiar nas forças repressivas a seu mando (Polícia Nacional e Forças Armadas) e assim garantir o desenvolvimento de uma sessão parlementar rechaçada pela cidadania.

Para os sindicalistas, a contratação coletiva que é um direito claro na constituição pode se eliminado com aprovação das emendas. A organização sindical ficará vazi e sem direitos e os trabalhadores não terão garantia de estabilidade. Por isso, Mesias Tatamuez convoca aos trabalhadores do setor público e privado a serem parte da vigília que se inicia hoje na porta da Assembleia Nacional.

Para legitimar as emendas,”o governo está militarizando a função legislativa, da mesma forma como foi feito em 1998″, assinalou Nelson Erazo, da Frente Popular. “O Presidente Correa deixa o país em crise e, com suas emendas, pretende ocultar a corrupção, o desemprego e o desperdício que são resultado desses 9 anos de governo, disse Nelson.

Os aposentados, que são parte das mobilizações, ameaçam com medidas extremas para defender o fundo de pensão IESS, pois veem que esta instituição está sendo desmantelada pelo regime, deixando sem futuro aos pensionistas e futuros aposentados, conforme afirmou Francisco Ortiz, presidente da Coordenação das organizações de aposentados.

Da Redação, com informações do jornal Opción

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2 COMENTÁRIOS

  1. Mas e dai como faz compas. Aqui no Brasil, com um governo muito mais atrasado do ponto de vista dos interesses dos trabalhadores (só a auditoria da dívida feita já coloca Correa 100 vezes a frente dos governos do PT) vocês se levantam contra o impeachment, de alguma forma tendo que argumentar em defesa do atual governo (o que não considero errado). Mas dai no Equador vão pedir Fora Correa? Não faz muito sentido.

  2. Com as poucas informações disponíveis, o governo Rafael Correa, no Equador, aparece como um governo do campo progressista na américa latina.
    Também não compreendo bem o Fora Correa…

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