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domingo, 25 de setembro de 2022

“Guerra contra o Terror” aumentou número de refugiados e terrorismo no mundo

menino sírioOs bárbaros atentados terroristas que mataram 129 e feriram 352 pessoas, muitas gravemente, no dia 13 de novembro em Paris, França, causaram grande comoção em todo o mundo tanto por sua covardia quanto pelas dezenas de pessoas mortas que apenas saíram de suas casas para assistir a um show de rock, ir a um restaurante ou passear pelas ruas da cidade. Esses atos terroristas se somam à explosão do avião russo por uma bomba logo após decolar da cidade de Sharm El-Sheikh, no litoral do Egito, que matou, no dia 31 de outubro, em pleno voo, 224 passageiros, mais a explosão de duas bombas que assassinaram 43 libaneses na periferia de Beirute, Líbano, no dia 12 de novembro, e ao ataque a um ônibus, no último dia 24, em Túnis, capital da Tunísia, matando 13 pessoas e deixando 20 feridos. Todos esses covardes atentados foram reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico, organização de extrema direita que usa o fundamentalismo religioso para justificar seus crimes, a tirania de seus chefes, a escravização das mulheres e o desrespeito aos mais elementares direitos humanos.

Tais atentados são tão inaceitáveis e cruéis quanto os criminosos bombardeios que os países imperialistas, em particular, os Estados Unidos, o Reino Unido, a França, e, mais recentemente, a Rússia, realizam há quatro anos na Síria, que segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), com sede em Londres, assassinaram mais de 250 mil sírios, entre eles, 12 mil crianças.

Um desses bombardeios, no dia 31 de outubro, de acordo com a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), atingiu vários hospitais nas províncias sírias de Idleb, Aleppo e Hama, mataram 35 e feriram 72 pessoas.

Além dos mortos e mutilados causados pela guerra imperialista contra a Síria, mais de 4 milhões de sírios foram forçados a abandonar o país para sobreviverem: 1,9 milhão estão na Turquia; 1,1 milhão no Líbano; 630 mil na Jordânia e cerca de 800 mil na Europa, principalmente na Grécia e na Itália.

Infelizmente, o genocídio do povo sírio pelas potências imperialistas não recebeu nenhuma condenação dos chefes de governos dos 20 países mais ricos do mundo que se reuniram nos dias 15 e 16 de novembro na cidade turca de Antalya. Todos lamentaram as mortes de Paris, mas nada disseram sobre os milhares de civis mortos ou das 12 mil crianças sírias que morreram devido à guerra em quatro anos.

Também os grandes meios de comunicação sob controle da burguesia esqueceram de mencionar quando faziam a cobertura dos atentados de Paris que, naquele exato momento, centenas de mulheres, jovens e crianças morriam na Síria por causa dos bombardeios da França, do Reino Unido, dos EUA e da Rússia.

É uma pena, pois, como bem declarou o correspondente do jornal inglês The Independent e autor do livro The Rise of Islmacic State  (A Ascensão do Estado Islâmico), “O Estado Islâmico é filho da Guerra. Floresce em situações de total conflito, particularmente quando é um conflito sectário”.

Esta também é a opinião do senador democrata pelo estado de Vermont, EUA, Bernie Sanders, que declarou em debate com Hillary Clinton, em 14 de novembro: “Eu diria que a desastrosa invasão do Iraque, à qual eu me opus fortemente, levou ao surgimento da Al-Qaeda e do Estado Islâmico. Acho que foi um dos piores erros de política externa dos Estados Unidos”.

A origem

A guerra imperialista contra a Síria começou logo após os grandes protestos populares, em  março de 2011, que exigiram o fim das prisões arbitrárias, da repressão e da corrupção da ditadura de Bashar al-Assad, sucessor de seu pai Hafez Al-Assad, e que governou a Síria de 1971 a 2000. Com o enfraquecimento de Bashar Al-Assad, os EUA, o Reino Unido e a União Europeia viram uma boa oportunidade para derrubar um governo que é aliado da Rússia, além de garantir o controle sobre um país que tem reservas de 2,5 bilhões de barris de petróleo, outros bilhões de metros cúbicos de gás natural e está localizado na estratégica região do Oriente Médio (Síria faz fronteira com  Iraque, Israel, Jordânia, Turquia, Líbano e Mar Mediterrâneo). Assim, uma nova guerra imperialista foi iniciada, primeiro com o envio de 60 mil mercenários e o financiamento de grupos de oposição, entre eles organizações terroristas que eram contra o governo sírio e que viriam depois a se unir ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EILL) ou ISIS, na sigla em inglês.

Para desencadear a guerra contra a Síria, as potências imperialistas, mais uma vez, usaram da mentira de que o país possuía depósitos de armas químicas e biológicas e que iria empregá-las contra seu povo. Em agosto de 2011, o presidente Barack Obama declarou: “Vamos ser muito claros com o regime Assad, mas também com todos os outros combatentes, que a linha vermelha será quando começarmos a ver um monte de armas químicas sendo movidas e usadas. Isso mudará nosso cálculo”.

Apesar da inspeção realizada pela agência da ONU não ter encontrado nenhum depósito de armas químicas, a guerra contra a Síria foi decretada.

O Estado Islâmico (EI) que, desde 2003, vinha crescendo suas fileiras na luta contra a ilegal e sanguinária guerra que as potências imperialistas do Ocidente desencadearam contra o Iraque com o também mentiroso pretexto de que o país possuía “poderosas armas químicas”¹, estendeu suas ações para a Síria. Beneficiado pela enorme destruição que os EUA, o Reino Unido e os 46 países que integraram a Coalizão Militar Internacional contra o Iraque realizaram no país e pelo corrupto exército de mercenários que formaram, o Estado Islâmico foi capturando várias importantes cidades iraquianas sem ter que travar sequer alguma difícil batalha. Em 29 de junho de 2014, quando capturou a cidade iraquiana de Mossul, o EI decidiu criar nas áreas sob controle no Iraque e na Síria, o califado Estado Islâmico.

Quem financiou o Estado Islâmico

Além de nada fazerem para impedir o avanço do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, os países imperialistas  ajudaram-no com o objetivo de usá-lo para acelerar a queda do governo de Bashar Al-Assad.

De acordo com Pierre Terzian, presidente da Petrostrategies, uma das principais consultorias de Petróleo da Europa, apesar de os Estados Unidos e o Reino Unido saberem que o Estado Islâmico controlava e explorava vários poços de petróleo no Iraque e na Síria, tendo sua exata localização, nunca bombardearam essas áreas: “Faz 14 meses que a coalizão bombardeia posições dos terroristas, mas os campos de petróleo raramente foram atingidos”, afirmou Terzian.

Segundo o especialista, o sistema de contrabando de petróleo começou a funcionar no Iraque nos anos 1990, na época em que o país sofria sanções internacionais. Empresas privadas foram então criadas para transportar o produto de caminhão até a Turquia, onde era refinado legalmente. Este sistema foi tolerado pelas Nações Unidas na época e herdado pelo Estado Islâmico assim que o grupo chegou ao poder em partes do Iraque e da Síria. Os caminhões, as estradas, as refinarias e os intermediários: tudo estava lá”. Terzian afirma ainda que quando o preço do petróleo atingiu US$ 100, em 2014, o EI vendia o barril a US$ 30 e, assim, conseguiu em apenas um ano , acumular mais de US$ 1 bilhão. Apenas na cidade de Mossul, no Iraque, sob controle do Estado Islâmico, são produzidos dois milhões de barris por dia.

Todas essas informações foram confirmadas pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, em entrevista à imprensa ao final da reunião do G20 na Turquia. Segundo Putin, empresários de 40 países, inclusive de países-membros do G20, compram petróleo do EI e o revendem por preço mais elevado no mercado internacional. O presidente russo disse ainda que a Rússia apresentou aos países do G20 imagens de aviões espiões exibindo a exploração e venda de petróleo pelo Estado Islâmico a esses empresários.

Não bastasse, além das receitas provenientes da venda ilegal de petróleo, o EI recebeu direta e indiretamente armas e veículos militares da Arábia Saudita, do Qatar, de Israel e da Turquia para combater o governo sírio. De fato, relatório secreto elaborado para o Pentágono, em agosto de 2012, afirmou que “o Ocidente, os países do Golfo e a Turquia apoiam a oposição, composta principalmente por muçulmanos salafistas, a Irmandade Muçulmana e a Al-Qaeda no Iraque”. Porém, somente no dia 22 de junho de 2014, o secretário de Defesa dos EUA, John Kerry, pediu formalmente aos países árabes aliados para suspender a ajuda ao Estado Islâmico.

Também o site Deutsche Wirtschafts Nachrichten afirmou que os Estados Unidos forneceram à Frente Al Nusra, considerado um ramo sírio da Al-Qaeda, dezenas de veículos da marca japonesa Toyota, que depois foram parar nas mãos do Estado Islâmico. Por isso, é comum fotos e vídeos mostrarem os membros do EI usando os veículos Toyota Suvs.

Mais: no dia 31 de outubro, após realizar sete ataques aéreos na Síria, o vice-secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, anunciou uma nova ajuda americana aos opositores do governo sírio de US$ 100 milhões, totalizando cerca de US$ 500 milhões, em 2015.

A quem servem os atentados terroristas

Vítima guerra siria sexta-feira-5-tres-membros-de-uma-familia-o-pai-a-mae-e-a-crianca-1433522654037_956A verdade é que, apesar das falsas lágrimas derramadas e dos discursos comovidos, os países imperialistas são os maiores beneficiários dos atentados terroristas. Certamente, a cada novo atentado, esses governos têm um novo pretexto para justificar o aumento dos gastos militares ou para iniciar uma nova guerra contra o terror. Assim, tem sido desde os atentados às torres gêmeas em Nova Iorque, em 11 de setembro de 2001, quando a primeira “Guerra ao Terror” foi declarada por George W. Bush contra a Al Qaeda e Bin Laden. Alguns dias depois, os EUA, apoiados pelo Reino Unido, invadiram o Afeganistão.

Em 2003, a “Guerra contra o Terrorismo” foi estendida contra Saddam Hussein e o Iraque. Passaram alguns anos e veio a guerra contra a Líbia e o governo de Muammar al-Gaddafi desenvolvida pelos EUA, Reino Unido, França, Itália e Canadá.

Após várias ameaças de que poderiam atacar o Irã², os EUA e o Reino Unido começaram a guerra contra a Síria. Alguns meses depois, também em nome da luta contra o terrorismo, a França invadiu o Mali, na África. Houve e ainda há a guerra na Ucrânia pela divisão do país e a disputa  por suas terras férteis e minérios entre a Rússia, a União Europeia e os Estados Unidos. No momento, vemos o descomunal aumento dos bombardeios contra o povo sírio, isso sem contar as constantes agressões de Israel ao povo palestino, a derrubada de um avião russo pela Turquia, as guerras na Somália e no Iêmen, o golpe militar em Burkina Fasso, etc.

Com efeito, assim que começa uma guerra contra um país, novos grupos terroristas são formados e novos atentados realizados, pois, como certa vez disse o filósofo grego Demócrito (470 a.C-360 a.C.), “Nada se produz sem causa”.

O que os senhores da guerra defendem?

Em resumo, após 14 anos, o resultado da chamada “Guerra ao Terror” declarada pelos EUA e demais países imperialistas foram mais atentados e a criação do temido Estado Islâmico, além da destruição de vários países, a morte de mais de dois milhões de pessoas e outros milhões de refugiados.³

Portanto, apesar dos discursos dos chefes de governos e do embelezamento que os grandes meios de comunicação fazem da chamada “guerra contra o terrorismo”, dizendo que é uma guerra em defesa da liberdade no mundo, os fatos mostram que se trata de uma guerra imperialista, ou seja, uma guerra para oprimir povos e dominar países, para se apropriar das riquezas e dos mercados dessas nações.

Sem dúvida, são guerras que arruínam nações e produzem milhões de refugiados que passam a viver em acampamentos em condições subumanas, sem escolas e sem hospitais, dormindo em barracas ou que vagam pelo mundo com fome, debaixo de frio e sofrendo todo tipo de humilhação para manter vivos seus filhos, pois nas cidades onde deveriam estar vivendo com suas famílias, diariamente se jogam toneladas de bombas.

A fascistização dos governos

Por outro lado, as guerras imperialistas permitem que os governos burgueses declarem estados de emergência ou de sítio e desta forma adotem leis fascistas para proibir manifestações pacíficas, como faz agora a França ao reprimir uma marcha em defesa do meio-ambiente, controlar a imprensa, invadir casas, prender pessoas sem determinação judicial, eliminar o direito de ir e vir, transformar todo estrangeiro num inimigo, dissolver entidades, suspender os direitos civis, vigiar e reprimir os movimentos sociais e, em particular, os partidos revolucionários que lutam contra as guerras, pela revolução e pelo fim do capitalismo, causa maior de todo o sofrimento e das guerras existentes no mundo4.

Essas guerras também servem de desculpa para o aumento dos gastos militares e a criação de novas armas. Em setembro deste ano, o Exército norte-americano contratou da empresa americana Oshkosh Defense, por US$ 6,7 bilhões (R$ 26 bilhões), 17 mil novos veículos militares JLTVs para as Forças Armadas com blindagem antiexplosivos e desenvolvidos com base nas guerras no Afeganistão e no Iraque. Também serão fabricados mais 50 mil veículos JLTV para o Exército e a Marinha dos EUA.  Note-se que, embora o arsenal nuclear existente no mundo já seja suficiente para armar cada país com 85 bombas atômicas, apenas seis países (EUA, Rússia, França, Reino Unido e China) possuem mais de 98% dessas armas nucleares, e, de acordo com a ONG Global Zero, entre 2010 e 2020, os países imperialistas investirão cerca de US$ 1 trilhão para fabricar e modernizar os armamentos nucleares.  Só em 2011, os EUA gastaram US$ 61,3 bilhões na melhoria de seu arsenal nuclear.  É claro que tudo isso são ações não para combater grupos terroristas mas para declarar guerras e invadir países.5

Consequentemente, a “Guerra ao Terror” proclamada por George W. Bush (EUA), continuada por Barak Obama (EUA), e, agora, bradada por François Hollande (França), Angela Merkel (Alemanha), David Cameron (Reino Unido) e Vladimir Putin (Rússia), entre outros, é, na realidade, uma guerra com objetivos imperialistas, isto é, visa a saquear as nações que são fontes de matérias-primas (petróleo, gás, minérios estratégicos, etc.), estabelecer governos que sejam seus servos ou meros marionetes e ampliar bases militares para que a oligarquia financeira e os donos da indústria armamentista e dos monopólios petroleiros obtenham enormes lucros.6

Na realidade, essas guerras são propagandeadas pelos governos dos países ricos e pelos meios de comunicação burgueses como guerras contra o terrorismo apenas com a finalidade de enganar e desviar a atenção das massas operárias e populares das consequências da grave crise econômica em que vive esses países e da incapacidade dos governos burgueses de a resolverem.

Somos todos alvos

Em outras palavras, a “Guerra ao Terror” serve para que os países imperialistas repartam o mundo segundo a sua força militar, imponham seus injustos acordos comerciais, como o Tratado Transpacífico (Trans Pacific Partnership – TPP), liderado pelos EUA e Japão, que controlam 40% da economia mundial, aprofundem o caráter militarista do Estado capitalista e mantenham sua hegemonia apesar da decadência da economia capitalista.

Os países imperialistas são, portanto, os verdadeiros senhores da guerra, e, por essa razão, não é possível destruir os grupos terroristas se não destruirmos também aqueles que os financiam e os ajudam a crescer. Dessa maneira, a luta pela paz no mundo deve exigir a imediata destruição de todas armas nucleares existentes, nenhum gasto militar a mais e, em particular, o fim de um sistema econômico e político que é baseado na rivalidade econômica entre Estados e monopólios, no saque das riquezas dos povos e no domínio do mercado mundial.

É claro que há países que são dominados pelas potências imperialistas e não foram invadidos ou bombardeados, mas podem perfeitamente ser os próximos alvos no futuro, além de serem hoje espoliados por outros mecanismos de dominação. Um deles, como se sabe, é a dívida pública (externa e interna) que obriga aos países a pagarem mensalmente fortunas aos credores, bancos e fundos de investimentos, em vez de usarem o dinheiro dos impostos pagos pela população para melhorar a educação, a saúde e as condições de vida. Outro é a instalação de multinacionais que exploram o petróleo, o gás, roubam os minérios desses países ou simplesmente enviam bilhões em remessas de lucros para os países ricos.

Os senhores da guerra e da exploração

A verdade é que, seja por meio das guerras ou por outra forma de espoliação, a imensa maioria das nações e dos povos são explorados para enriquecer uma ínfima minoria de grandes bilionários que se constituem nos maiores tiranos que já existiram na história da humanidade.

Com efeito, documento da organização britânica Oxfan intitulado Working for the Few (“Trabalhando Para Poucos”), constatou que as 85 pessoas mais ricas do mundo têm um patrimônio de US$ 1,7 trilhão, o que equivale ao patrimônio de 3,5 bilhões de pessoas, as mais pobres do mundo. O relatório também afirma que a riqueza do 1% das pessoas mais ricas do mundo equivale a um total de US$ 110 trilhões, 65 vezes a riqueza total da metade mais pobre da população mundial.

É evidente, pois, que este sistema capitalista que espalha crises econômicas, desemprego, milhões de refugiados, ameaça de destruição a natureza, já realizou duas Grandes Guerras Mundiais, que mataram 90 milhões de pessoas, e agora, ameaça iniciar outra Guerra Mundial, existe para satisfazer a uma pequena e minúscula classe, a classe capitalista que, para manter-se viva, subordina o ser humano ao supremo objetivo do lucro máximo e da sacrossanta propriedade privada dos meios de produção. A solução é a sua substituição por um novo sistema que tenha como objetivo principal, em vez do lucro, a satisfação das necessidades do ser humano, em vez da exploração do homem e da mulher, a união e a colaboração, e propague, em vez da guerra entre as nações e os povos, a paz e a fraternidade.

Daqui a dois anos, mais exatamente em novembro de 2017, completam-se 100 anos que a humanidade iniciou a caminhada pela construção desse novo sistema, a sociedade socialista, com a vitória da gloriosa Revolução de Outubro. Ali, como disse Lênin, quebrou-se o gelo, e mostrou-se a via. Trata-se agora, enfrentando as dificuldades que estão à nossa frente e as que surgirão, de concluir essa obra, levá-la à vitória final em nosso país e no mundo. Os senhores das guerras e dos atentados precisam ser destruídos. Esta tarefa só um exército de homens e mulheres, que seja guiado pelo marxismo-leninismo, pelo bem da humanidade e da natureza, poderá cumpri-la.

(Lula Falcão é diretor de Redação do jornal A Verdade e membro do Comitê Central do Partido Comunista Revolucionário)

¹ Em 25/10/2015, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, em uma entrevista à rede de TV CNN admitiu que o regime de Saddam Hussein não tinha um programa de armas químicas e pediu desculpas pelos erros na Guerra do Iraque.

² Em 17/11/2009, Barack Obama, presidente dos EUA, afirmou em discurso que “haverá graves consequências ao Irã” se não houver garantias sobre as intenções pacíficas de seu programa nuclear.

³ De acordo com estudo da organização Médicos pela Responsabilidade Social (Physicians for Social Responsibility PRS)), om sede em Washington e foi premiada com um Nobel pela Paz em 1985, o número de mortos nos dez anos da “Guerra ao Terror”, no Iraque e no Afeganistão, desde os ataques de 11 de setembro, ultrapassam os dois milhões.

4 O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, ao justificar perante a Assembleia Nacional a necessidade da a prorrogação do estado de emergência disse que havia o risco de um novo atentado terrorista com armas químicas ou bacteriológicas.

5 Os EUA tem hoje cerca de 900 bases militares em 130 países e, segundo denúncia do jornalista Duncan Campbell no site The Intercept, por meio do programa Echelon, os Estados Unidos controlam 90% das comunicações a nível mundial por meio de 120 estações fixas e satélites geoestacionários.

6 Relatório do Instituto Internacional de Pesquisas Sobre a Paz de Estocolmo (Sipri), divulgado em 16/03/2015, revelou que o comércio mundial de armas cresceu 16% entre 2010 e 2014, apesar da crise econômica. A indústria bélica dos EUA é a maior exportadora de armas do mundo, depois vêm a da Rússia, da China, da Alemanha, da França e do Reino Unido.

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