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Estudantes chilenos contra a reforma educacional de Bachelet

No dia 04 de julho, a presidenta do Chile, Michelle Bachelet, enviou ao Congresso Nacional um projeto de reforma educacional. Já no dia seguinte (05), milhares de estudantes protestaram em na Capital, Santiago, e foram contidos pela Polícia quando se dirigiam ao Palácio de La Moneda, sede do governo, havendo confronto, com cerca de 150 estudantes detidos. Em maio de 2015, dois estudantes foram baleados e mortos pela Polícia durante protestos. A proposta da reforma educacional passou por idas e vindas e inicia agora sua tramitação na Câmara dos Deputados.

A educação está no centro do debate nacional no Chile desde 2006, quando ocorreu uma grande mobilização de estudantes de ensino secundário, que apresentavam suas demandas a partir de paralisações e de protestos na rua. O movimento ficou conhecido como Revolução dos Pinguins (uma referência aos uniformes dos estudantes) e teve conquistas como a criação de um passe escolar nacional e a revogação de leis impostas pela ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990), que ainda se mantinham em vigor. Em 2011, uma nova onda de protestos de estudantes tomou o País.

O projeto de Bachelet

A reforma educacional, promessa de campanha de Bachelet, prevê a gratuidade do ensino superior para todos, mas não estabelece um prazo para isso. Ela estende o custo zero para alunos selecionados com base em critérios socioeconômicos de forma gradual até 2020. Depois disso, a gratuidade pode começar a valer para todos, mas será implementada a partir de um cálculo ligado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Ou seja, na prática, a gratuidade passa a valer apenas se o Chile conseguir alcançar as metas de crescimento econômico.

A Confederação de Estudantes do Chile (Confech), entidade representativa dos alunos, denuncia que “o governo está conduzindo uma reforma que consolida o negócio de educação ao custo da educação pública como um direito”. Os estudantes demandam a gratuidade da educação para todos e querem o fim do lucro das instituições privadas. Eles também pedem a renúncia da ministra de Educação, Adriana Delpiano.

Da Redação, com informações de IHU – Unisinos e Adital

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