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segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Estudantes voltam às ruas contra os cortes na educação no dia 30 de maio

Com manifestações ainda mais expressivas do que os atos do dia 15, estudantes, professores e servidores continuam lutando contra os cortes de 30% promovidos pelo governo federal.
Em São Paulo, participaram militantes da União da Juventude Rebelião, FENET, Movimento Correnteza, junto com estudantes da UFABC, USP, UNIFESP, IFSP, ETECs e demais escolas e universidades.
(Foto: Jorge Ferreira/Jornal A Verdade).

BRASIL – Passados 15 dias, estudantes voltaram a se manifestar ontem (30) contra os cortes de 30% nas verbas para a educação pública. As manifestações foram ainda mais expressivas que as anteriores, se concentrando principalmente nas capitais do país, com ampla participação de pais, alunos, professores e servidores.

Até o momento, foram registradas manifestações em 208 cidades de todo país, mostrando uma grande capacidade de mobilização dos estudantes e uma clara posição contrária às declarações do MEC e do governo federal, que até o momento foram somente de culpabilizar os professores e pais pelos atos.

As manifestações se concentraram principalmente nas capitais do país, a União Nacional dos Estudantes, por meio das redes sociais, destacou que em São Paulo chegou a ter 500 mil manifestantes presentes, seguido por Belo Horizonte com 300 mil, Rio de Janeiro, Fortaleza e Recife com 100 mil, além das demais capitais que tiveram número bem expressivos, como Manaus, que registrou até 20 mil manifestantes.

VEJA TAMBÉM: Fotos do 30M em São Paulo

Em nota oficial, o MEC sinaliza a necessidade de denunciar as convocatórias para as manifestações que aconteceram no dia 30, culpabilizando a atual instabilidade no sistema de ensino brasileiro nas maiores vítimas, os alunos e professores que exercem seu legítimo direito de lutar por melhores condições de trabalho e ensino.

“[…] Professores, servidores, funcionários, alunos, pais e responsáveis não são autorizados a divulgar e estimular protestos durante o horário escolar. Caso a população identifique a promoção de eventos desse cunho, basta fazer a denúncia pela ouvidoria do MEC […].” – Comunicou o MEC em sua nota.

Dessa forma, o MEC, junto com o governo federal, se mostram totalmente incapazes de responder à altura as manifestações e mobilizações em todo o país, pois, devido à política de cortes do governo federal e a chantagem com a Reforma da Previdência, estão completamente desgastados entre o povo. As fracas manifestações do dia 26, onde o governo buscava identificar uma base de apoio, se mostraram frágeis de fazer frente ao “tsunami” promovido pelos estudantes e professores brasileiros.

Por outro lado, em um vídeo divulgado pelo Jornal A Verdade, o Presidente Estadual da Unidade Popular pelo Socialismo do Rio de Janeiro, Esteban Ferreira, destaca que “o governo cortou R$7.4 bilhões da educação”, e que as manifestações continuaram e que ainda vão continuar até que “o governo devolva todo nosso recurso”. O tom das manifestações em todo o país foi o de continuar a mobilização e as paralisações até o dia 14 de junho com a greve geral marcada contra a Reforma da Previdência.

As palavras de ordem ecoaram por todo o país demonstrando a contradição de um governo envolvido com as milícias cariocas e que quer aprovar reformas antipopulares, manter o desemprego e os faturamentos bilionários para os capitalistas. Enquanto isso, sucateia a educação pública e destrói os sonhos da juventude.

Dessa forma, também, a luta dos estudantes criou as condições necessárias para estimular todos os trabalhadores do país à comparecer, somar e construir a Greve Geral em todo o país para destruir o projeto da Reforma da Previdência e, assim, mostrar a fragilidade ainda maior do governo de banqueiros e militares de Jair Bolsonaro diante do poder do povo nas ruas lutando por seu direito à trabalho justo e com direitos.

THALES CARAMANTE – UJR

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