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quinta-feira, 7 de julho de 2022

Empresa Brasileira é vendida e aumenta poder de monopólio estrangeiro no país

Foto: Viminas


Na última sexta-feira (12/07), foi anunciada a venda da Nadir Figueiredo Indústria e Comércio S.A., empresa brasileira fabricante de vidros, para a empresa de capital privado estadunidense HIG Capital através de sua subsidiária no Brasil, Flamengo Participações.

Segundo documento emitido pela Nadir Figueiredo, a compra tem como objetivo a “diversificação do portfólio da HIG Capital na América Latina”. O valor da compra foi R$836,27 milhões.

A empresa estadunidense que tem sede em Miami na Flórida, também possui escritórios afiliados em Bogotá, na Colômbia. Entretanto, sua presença se faz com mais força no Brasil onde, além da recém adquirida empresa fabricante de vidros, possui a Eletromidia (uma das empresas líderes da indústria de mídia Out of Home); Bigsala, empresa líder de suplementação animal que tem sua sede em Rondônia (adquirida pela HIG em 2017), dentre outras.

Este é mais um exemplo da monopolização das empresas nacionais nas mãos de grandes capitalistas estrangeiros, principalmente estadunidenses, reforçando a dependência do Brasil frente aos países imperialistas.

O neoliberalismo, que diz defender o “livre mercado” cegamente, nos países da periferia do capitalismo se caracteriza na realidade pelo livre monopólio para as burguesias dos Estados Unidos e da Europa. Processo que acontece com conivência e subserviência da burguesia nacional destes mesmos países, chamados de “terceiro-mundo” ou “subdesenvolvidos”.

Além da perda cada vez mais acentuada da autonomia, o processo de monopolização sob domínio do capital estrangeiro é fator que compromete o desenvolvimento das economias periféricas, resultando na aceleração do processo de desindustrialização, gerando mais miséria e violência em países como o Brasil.

A fase imperialista do capitalismo com sua feição “neoliberal” só pode ser detida e derrotada com uma ampla mobilização das massas trabalhadoras pela conquista do poder político e a transição socialista. Sem essa perspectiva abertamente anticapitalista e revolucionária, estaremos à mercê de uma condição política, econômica e ideológica de eterna submissão aos interesses de um punhado de hienas e sanguessugas que enriquecem mais e mais através do trabalho do proletariado urbano e dos trabalhadores rurais.

Barrar a ofensiva nefasta do neoliberalismo, as privatizações, suas medidas de austeridade e de retirada de direitos democráticos da população só será possível com a construção do Poder Popular, isto é, a construção da Revolução Socialista em nosso país.

Pedro Dragoni
Unidade Popular Pelo Socialismo – Alto Tietê


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