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segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Supervia reduz frota de trens no Rio

Reportagem anexada na edição 223 do jornal impresso, página 06.

Raphael Assis


Foto: Reprodução/ATS

RIO DE JANEIRO – Desde o dia 18 de novembro, a Supervia, empresa que detém o monopólio do transporte ferroviário no Rio de Janeiro, está operando com uma redução da frota das composições devido a uma falha mecânica que atingiu 40 trens de fabricação chinesa, que foram retirados de circulação para manutenção.

A situação para milhares de trabalhadores que dependem dos trens para se locomover na Região Metropolitana tem sido caótica desde então: vagões velhos, sucateados e superlotados, atrasos de mais de 30 minutos em ramais como o de Saracuruna e Belford Roxo, além de acidentes como o descarrilamento que ocorreu, logo no primeiro dia da redução da frota, envolvendo um trem do ramal Gramacho. 

O governo do Estado, diante desse cenário de completo abandono dos usuários, nada tem feito. Ao contrário, o preço das passagens, que havia aumentado no início deste ano para R$ 4,60, continua sendo cobrado integralmente, apesar de haver menos trens circulando e, consequentemente, a qualidade do serviço ter diminuído. 

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro realizou uma reunião de conciliação com a Supervia no dia 25/11 para tentar fazer com que houvesse uma compensação dos passageiros diante da queda da qualidade do serviço, mas a tentativa foi em vão: a empresa se negou a baixar o preço das passagens, mesmo já admitindo que as operações só voltam ao normal em janeiro de 2020.

Isso é o que acontece quando serviços essenciais à sociedade, como o transporte, são entregues à gestão privada, pois não há interesse em melhorar o serviço e a qualidade de vida da população por parte dos empresários. Eles têm apenas ganância por mais lucros, mesmo quando isso passa por cima da nossa segurança e do nosso bem-estar, como já foi provado inúmeras vezes antes, por meio dos acidentes que historicamente já aconteceram com os trens da Supervia, desde descarrilamentos, colisões e corpos arrastados nos trilhos. 

Logo, é preciso que o povo carioca se mobilize contra o sucateamento do transporte ferroviário ocasionado pela péssima gestão da Supervia. Além disso, é necessário reivindicar a imediata redução da tarifa das passagens, pelo menos até as operações voltarem ao normal. Mas nossa luta não deve parar por aí: temos que exigir a estatização da concessão da malha ferroviária do Rio, pois um serviço tão importante para os trabalhadores não pode ficar nas mãos de empresários gananciosos.

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