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A organização popular em tempos de COVID-19

Por Sandino Patriota

O Estado brasileiro entrou em calamidade pública em função da transmissão comunitária do COVID19 em grande parte das regiões do país. O governo Bolsonaro agiu com total irresponsabilidade frente a esta pandemia até agora, promovendo um discurso de desmobilização da população, atacando os serviços de saúde e a ciência e promovendo teorias conspiratórias de seus gurus astrólogos que em nada ajudam a enfrentar a situação. Na verdade, o governo se aproveita para massacrar ainda mais os trabalhadores, permitindo a redução salarial em um momento de grave crise econômica.

Toda a experiência internacional demonstra que a quarentena de quase toda a população é fundamental para diminuir a contaminação, reduzir a demanda sobre os hospitais e, assim, salvar a vida de milhares de pessoas, especialmente as mais idosas e portadoras de doenças crônicas. O COVID19 tem alta taxa de contaminação e é preciso que o vírus não afete toda a população em um só tempo, para que seja possível atender aos doentes.

Infelizmente, as condições para uma quarentena longa, para grande parte da população brasileira, são muito difíceis. Milhões de brasileiros moram precariamente, não têm acesso à água tratada, e estão desempregados ou em trabalhos informais que exigem sair de casa para sobreviver.

É preciso denunciar as medidas e a responsabilidade do presidente fascista. O barulhaço nas janelas, as denúncias nas redes sociais e o trabalho de conscientização em defesa do atendimento das reivindicações populares, propagando o Fora Bolsonaro, por um governo popular, são importantes, mas não bastam.

Em nossa opinião, no mês de abril, começaremos a viver a fase mais crítica desta situação. A paralisação da economia vai cobrar caro ao mesmo tempo em que os hospitais estarão lotados e sem recursos. É papel dos militantes sociais organizar a solidariedade, através de brigadas, nos bairros mais pobres. Precisamos utilizar este mês de março para, além de guardar a quarentena, organizarmos a ação que será necessária no mês de abril: transportar os doentes, garantir alimentação, impedir os cortes de água e luz, prestar auxílios nos hospitais e postos de saúde.

Encarar de frente esta realidade não é alarmismo ou histeria. Estamos vivendo, para a maior parte dos países do mundo, a mais importante crise humanitária desde a segunda guerra mundial. Esta realidade exige a racionalidade para encarar o fato e a energia para servir o nosso povo com todo o coração.

Segue abaixo a campanha de brigadas que os movimentos ligados à Unidade Popular estão organizando:

BRIGADAS DE SOLIDARIEDADE NO COMBATE AO COVID 19

Esta mensagem pode ser amplamente difundida

O COVID19 se alastra no Estado de São Paulo. A demora na tomada de medidas mais efetivas na identificação e isolamento das pessoas portadoras do vírus, os criminosos cortes de recursos da saúde pública que vem sendo aplicados ao longo dos anos, a grave crise econômica que assola nosso país e joga milhões de pessoas na informalidade e desemprego, além da também criminosa postura de descaso do presidente fascista Bolsonaro apresentam a tendência de que viveremos dias muito difíceis, especialmente para a parcela mais empobrecida da classe trabalhadora.

Precisamos nos preparar, portanto, para o momento mais crítico.

No mês de abril podemos enfrentar enorme demanda sobre os hospitais acompanhada do aumento da fome e miséria entre o nosso povo.

Analisando esta situação, o Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas (MLB), a União da Juventude Rebelião (UJR) e o Movimento de Mulheres Olga Benario decidiram construir uma campanha organizando brigadas de solidariedade nos bairros.

Durante o mês de março estaremos cadastrando voluntários e recebendo doações para construir essa campanha. Os brigadistas receberão orientações de profissionais da área de saúde e da assistência social, buscando construir um protocolo de segurança para estas ações.

Nosso objetivo é minimizar os efeitos desta grave crise humanitária e econômica juntos às camadas mais vulneráveis da classe trabalhadora, construindo uma rede de apoiadores.

Neste momento construiremos um banco de dados de cadastro dos voluntários. Também receberemos doações para organização das ações. Em breve, será realizado o contato para maiores informações sobre cada ação e treinamento dos brigadistas.

Por hora, todos devemos nos cuidar ao máximo para enfrentar o próximo período, nos alimentarmos bem, preferindo alimentos que fortalecem o sistema imunológico tais como alho (de preferência cru), cebola, couve, inhame, extrato de própolis, limão e muita hidratação. É importante também tentar descansar bem, preferir leitura às redes sociais, para fortalecer ainda mais a imunidade.

O QUE DOAR
Alimentos não perecíveis, produtos de higiene e limpeza.

ONDE DOAR
Entre em contato pelo whatsapp 11 2692-0392 para combinar horário de entrega. Entregas nos endereços abaixo.
Rua Antonio Teixeira, 136, bairro chácara tatuapé (próx ao metrô Belém).

PARA SE CADASTRAR COMO VOLUNTÁRIO
Preencha o formulário no link http://bit.ly/brigadapopularcovid19

PARA MAIS INFORMAÇÕES
Entre em contato pelo Whatsapp 11 2692-0392

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