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Alunos da Universidade Mogi das Cruzes se mobilizam contra mensalidades abusivas

MANIFESTO – Alunos de Design Gráfico exigiram redução das mensalidades através desse documento. (Foto: Reprodução/Jornal A Verdade)

Os alunos estão tendo aulas à distância por conta da pandemia do Covid-19, mesmo que estejam pagando caro por um curso presencial.
Redação São Paulo

MOGI DAS CRUZES (SP) – Os alunos do curso tecnólogo de Design Gráfico da Universidade Mogi das Cruzes (UMC), junto com o Movimento Correnteza, lançaram um manifesto público à reitoria da instituição nesta quinta-feira (26) exigindo a imediata redução das mensalidades. Os alunos justificam sua medida por pagarem caro em um curso presencial; em contrapartida, estão tendo aulas em modalidade EAD por conta da pandemia do Covid-19.

Desde a sexta-feira (20) os alunos foram indicados pela instituição, por meio de comunicado, a adotarem a quarentena, porém, ao invés das aulas cessarem como aconteceu em diversas universidades pelo país e congelarem o pagamento de mensalidades, a instituição optou por tornar todos os cursos uma espécie de EAD, onde as aulas aconteceriam pelo aplicativo Microsoft Teams. Dos menores e mais simples cursos como Design Gráfico, até arquitetura, engenharia e enfermagem, os cursos acontecem por meio online.

Essa situação agravou o descontentamento geral dos alunos de Design Gráfico que, por diversas vezes ao longo de 2019 e 2020, lutaram por melhorias e por seus direitos. Os alunos lutaram por uma sala maior, melhorias dos computadores da universidade, substituição das cadeiras que quebravam com os alunos sentados, ar condicionado, acesso às mesas digitalizadoras, acesso a salas com réguas T’s, professores qualificados etc. Todos esses problemas estruturais que vão de encontro com o desejo da UMC por lucros maximizados.

Com um curso precário e sem muita perspectiva de futuro, os alunos, na maioria trabalhadores e trabalhadoras, optaram por uma medida ofensiva contra a UMC que não alterou os preços das mensalidades durante a quarentena. Atualmente, os alunos pagam – salvo descontos – o preço bruto de R$1.326,15.

Cabe informar que a Universidade é uma instituição privada, com fins lucrativos, ou seja, sua lógica de produção é maximizar e obter mais lucros em cima do trabalho dos professores, que no final do ano passado tiveram o décimo terceiro parcelado junto com os salários; e dos alunos, constantemente promovendo reajustes e aumentando sua taxa média de lucratividade, enquanto que investe menos dinheiro na infraestrutura e qualidade de ensino.

PRECÁRIA – A UMC é uma universidade privada que coloca o lucro acima de qualidade de ensino. (Foto: Reprodução/G1)

Os estudantes estão ganhando mais consciência de sua capacidade organizativa, logo após a publicação do Manifesto, diversos outros cursos foram se solidarizar com as salas de Design Gráfico. Alunos do curso de Arquitetura, Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Psicologia, Relações Internacionais, Enfermagem, Engenharia e Nutrição também expuseram seu apoio a luta pela redução da mensalidade.

Até o momento, os estudantes de Design Gráfico e o Movimento Correnteza estão estimulando outras salas a publicarem seus manifestos e unificar a luta e exigindo um posicionamento claro e ativo do Diretório Acadêmico, que tem o dever de representar os interesses dos estudantes.

No Manifesto, os estudantes exigiram uma resposta da UMC até a próxima quinta-feira,  início de abril. Caso não haja diminuição, os alunos irão promover uma “paralisação geral das aulas e dos pagamentos de todos os cursos de comunicação afetados, isto é, greve dos estudantes de comunicação”, unificando a mobilização do curso de Design Gráfico para todos os setores de comunicação da universidade, isto é, Jornalismo e Publicidade e Propaganda.

Porém, é “certo que essa luta se estende vertiginosamente para além dos cursos de comunicação, e que se for necessário paralisação da maioria dos cursos além dos expostos no manifesto, os alunos assim o farão até que a mensalidade seja reduzida e que seus direitos como alunos sejam garantidos.” – afirmou o Movimento Correnteza.

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