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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Sindlimp defende trabalhadores contra o coronavírus

GREVE – Trabalhadores da limpeza urbana se organizam para defender sua saúde. (Foto: Jornal A Verdade)
Redação Caruaru
Jornal A Verdade

CARUARU – O Brasil foi atingido pela pandemia do coronavírus ou Covid-19. O número de pessoas contaminadas cresce diariamente, bem como o número de mortos. 

Para os trabalhadores, estudantes e donas de casa cada dia tem sido um desafio, com receio de ter alguém da família com o vírus e tendo de fazer mais sacrifícios pela sobrevivência. O governo decretou o isolamento social para evitar o contágio, mas várias categorias de trabalhadores são consideradas essenciais para o funcionamento e o bem-estar social e continuam saindo de casa para trabalhar.

Este é o caso dos trabalhadores da limpeza urbana, que continuam trabalhando, limpando ruas e recolhendo o lixo das casas. Por estarem prestando um serviço tão essencial (a higiene e a saúde da população), estes trabalhadores deveriam receber salários melhores e terem bons equipamentos de segurança.

Mas não é o que está acontecendo com os 600 trabalhadores da limpeza urbana da cidade de Caruaru. Mesmo tendo mais trabalho, com mais gente ficando em casa, tem faltado equipamentos de proteção individual (EPIs) e com uma jornada de trabalho mais prolongada. 

Diante desta realidade, o Sindlimp e o Movimento Luta de Classes (MLC) vem realizando um trabalho de conscientização junto aos trabalhadores da coleta, capinação, varrição e reivindicando que as prefeituras cumpram com as normas de segurança do trabalho e garantam luvas limpas, álcool em gel e máscaras, pois atualmente os garis trabalham sem os insumos necessários à proteção individual e falta até  mesmo água e sabão para fazer a higienização simples. Parecem pequenas estas reivindicações, mas muitos trabalhadores estão sem fardamento para trabalharem. Enquanto isso, os patrões estão em suas casas sem nem saírem às ruas. 

Outra demanda da categoria é que uma grande a quantidade de trabalhadores faz parte dos grupos de risco. São idosos que ainda precisam trabalhar para sustentar suas famílias. Estes continuam trabalhando sem proteção e colocando em risco suas vidas. Isso é algo inadmissível, pois caberia às empresas e às prefeituras mandarem esses trabalhadores para casa e continuar garantindo seus salários.

O Sindlimp, o Movimento Luta de Classes, a União da Juventude Rebelião e a Unidade Popular têm travado uma luta constante contra os patrões e esse sistema de exploração e buscando a conscientização dos trabalhadores da necessidade de paralisar o trabalho até ser garantido o respeito a suas vidas e de suas famílias. 

Nesse sentido, o jornal A Verdade tem sido um importante aliado no avanço da conscientização da categoria, onde os trabalhadores têm compreendido cada vez mais a necessidade de se tornarem sócios do sindicato e se organizarem enquanto classe.

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