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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Educação é precarizada em Minas Gerais

PRECARIZAÇÃO – A precarização da educação no Estado segue crescendo, mas há resistência dos trabalhadores e estudantes. (Foto: Jornal A Verdade)
João Maia 

MINAS GERAIS – O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou na TV e nas redes sociais um promissor “Volta às Aulas” e entregou um pacote de telecurso da mais baixa qualidade. Se no começo de fevereiro as escolas entregassem aos alunos um livro didático e alguns links de videoaulas, certamente não chamaríamos de “Volta às Aulas”. O telecurso de Zema é um amontoado de ações não conectadas entre si.

De um lado, alguns poucos minutos de aulas na emissora de TV do Estado (que não chega a 20% dos municípios mineiros); do outro lado, uma apostila rasa e cheia de erros que nem sequer acompanha o conteúdo das aulas da TV.  No meio disso, professores com salários atrasados, sem décimo-terceiro, sem garantias nem data de pagamento, que não foram sequer consultados para a elaboração dessas ações, e estudantes confusos, grande parte sem condições de acesso a qualquer um destes meios educacionais impostos pelo governo, nem acesso às redes digitais.

O resultado não poderia ser outro: fracasso retumbante das aulas remotas já no primeiro dia da tão propagada experiência. Zema, um empresário milionário que se apresentou como o “novo” na política, não conseguiu sequer que seu governo de “modernidade” instalasse um sistema eficaz para as aulas remotas.

Professores sem salário, com medo do desemprego, aplicativo que ninguém consegue acessar, ensino remoto precário, sem concepção pedagógica e conteúdo duvidoso, falta de acesso aos materiais na TV e internet. Esse foi o “Volta às Aulas” no final do mês de maio, em Minas Gerais. Zema cria uma fachada bonita, colorida e mentirosa para seu governo. É assim com a Covid-19, subnotificando casos para aparecer como governo eficiente. 

Ao tentar implementar o ensino remoto como fez, Zema quer criar uma aparência de bons resultados, de cumprimento de metas e de sucesso na educação. O problema é que o Governo Zema é incompetente e só governa para os ricos. Está se lixando para a educação pública, para os professores e os estudantes, adotando de todas as formas as políticas do ministro Paulo Guedes de retirada de direitos dos servidores públicos estaduais.

Os trabalhadores não vivem de aparências e isso é tudo o que Zema tem a oferecer.

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