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Poesia: Alma Preta Ceifada

Ana Júlia Lopes


Familiares, amigos e militantes em ato por justiça ao jovem Guilherme (SP). Reprodução.

Outro preto rendido
pelo exército da repressão
Outro jovem ferido
antes mesmo de levantar suas mãos

Todos os dias
morre preto na periferia
Mas que sistema ladrão
Rouba dinheiro, rouba vida
Não tem dó dos pretos não

Vida roubada, interrompida
Que porra de genocídio guardado em suas mãos
O povo não cala, revolta
Vai pra rua mostrar sua indignação

Vai, para avenida

Alma precocemente ceifada
levada durante uma ação
o corpo ferido, estendido
encontrado no meio do chão

Vai, e queima o busão

Ah, essa alma ceifada
Não vamos deixar só na estatística
O povo se une e se organiza
A luta será nossa solução
Por Guilherme
Por Miguel
Por João
E por tantos outros
Acabaremos com esse genocídio
Levando conosco os nomes no peito
Faremos revolução.

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