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Erros no aplicativo Caixa Tem são crueldade contra o povo

Erros no aplicativo pelos mais variados motivos são constantemente denunciado por trabalhadores. Foto: reprodução redes sociais

Por Raphael Assis

RIO DE JANEIRO – Desde a última quinta-feira (02), quando o governo começou a pagar a terceira parcela do Auxílio Emergencial para informais e segurados do FGTS, usuários têm relatado diversas instabilidades no sistema do aplicativo Caixa Tem, único meio possível de se manusear a conta e poder fazer uso do dinheiro.

Primeiramente, muitos trabalhadores têm relatado a impossibilidade de se pagar boletos pelo aplicativo. O horário de funcionamento do serviço é informado como sendo de 7 às 22h de segunda a sexta. Porém, mesmo dentro desse intervalo, são diversas vezes que o sistema apresenta mensagens de erros e falhas, não permitindo que as pessoas consigam pagar suas contas. Como se não bastasse, nos últimos dias, o tempo de espera na fila para conseguir acessar a plataforma aumentou exponencialmente, ultrapassando uma hora.

É preciso lembrar que todos esses problemas só pioram ainda mais a absurda imposição de limites e regras no acesso direto ao dinheiro que estão sendo impostas pelo Governo Federal. A começar pela necessidade de se ter um aplicativo conectado à internet para poder usufruir da ajuda emergencial. O povo brasileiro está dentre os piores índices de exclusão digital do mundo. São milhões de famílias que não têm acesso à internet e à capacitação técnica capaz de ensiná-las a movimentar com facilidade plataformas digitais como o aplicativo Caixa Tem. Obrigar que essas pessoas consigam movimentar suas contas virtuais a fim de conseguir a ajuda de custo durante a pandemia é, no mínimo, cruel. Sem contar que, mesmo recebendo a terceira parcela, a grande maioria das pessoas só poderão sacar ou transferir o dinheiro para outras contas a partir de agosto, dependendo do mês de aniversário apenas em setembro. Ou seja, estão prendendo o dinheiro do povo em um aplicativo que, na prática, não o permite ser usado.

Isso tudo apenas demonstra o caráter antipopular do governo de Jair Bolsonaro. Demonstra que, para ele, a prioridade não é pensar a vida da imensa população brasileira e como torná-la mais fácil e confortável. Para ele, vale muito mais a política liberal de abonos fiscais e auxílios milionários, rápidos e práticos a donos de banco, como vimos no início da pandemia. Para os bancos, os saques são permitidos a todo o vapor, não importa o valor. Para o povo brasileiro, o acesso à mísera ajuda ofertada precisa passar por todas as dificuldades que o capital impõe à vida do trabalhador.

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