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Prefeitura de São Paulo distribui comida vencida para escolas

Lucas Marcelino, professor de São Paulo e militante da UP

Sem as aulas presenciais muitos estudantes pobres estão sofrendo com problemas de aprendizagem e de alimentação, já que uma parcela significativa realiza a única ou a principal refeição do dia na escola. E a prefeitura de São Paulo tentou resolver o problema entregando comida vencida e em condições inadequadas de armazenamento.

O secretário de educação do munícipio de São Paulo, Bruno Caetano, organizou uma agenda de encontros on-line com a rede de ensino (professoras, funcionários, famílias) para falar sobre medidas que serão adotadas na volta às aulas presenciais. O projeto foi chamado de “Fala Rede” e há cada dia é voltado para uma das Diretorias Regionais de Ensino.

A iniciativa poderia ser considerada positiva, mas se tornou conhecida por aspectos negativos.

Muitos educadores têm criticado a Secretaria Municipal de Educação nas redes sociais dizendo que, mesmo com as reuniões, ela não atende de fato as demandas apontadas pela rede, como a convocação dos aprovados em concurso da Secretaria de Educação para agentes escolares e professores, que está parada há anos.

Mas o pior estava por vir!

A diretora Valéria Marques Mendes, da escola Jardim Monte Belo, furou a bolha e denunciou o envio de comida vencida e em condições precárias durante a reunião para a comunidade da região de Pirituba/Jaraguá. O secretário de educação não suportou a verdade e atacou a educadora afirmando que ela tinha “déficit de compreensão” e fazia um discurso político-partidário.

Mas na verdade quem apresenta déficit de compreensão do sofrimento dos estudantes ou mesmo só tem o mal caráter famoso no partido (PSDB) que dirige a cidade e o estado de São Paulo é o secretário, pois o Jornal A Verdade recebeu fotos de outra escola que provam o que foi dito na live.

Nas fotos, tiradas no dia 23/07 e reproduzidas a seguir, as linguiças vencidas apresentam prazo de validade do dia 17/07 e as caixas de cestas básicas estão rasgadas.

Enquanto as crianças e famílias sofrem por falta de dinheiro e de comida o secretário prefere ofender quem está fazendo o impossível para ajudá-las ao invés de investigar, punir a fornecedora e criar um método mais eficaz e barato que seria a estatização do fornecimento de alimentos.

Estudantes merecem respeito e a prioridade deve ser garantir condições de aprendizagem e sobrevivência, mas nenhuma e nem outra estão nos planos da Prefeitura de São Paulo.

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