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Esposas e mães de detentos ocupam as ruas pelo direito de visitas

Matheus Menezes
Pré-Candidato à Vereador 

FLORIANÓPOLIS (SC) – Como denunciou o Jornal A Verdade desde segunda-feira, dia 14, o movimento de mulheres familiares de presos em Santa Catarina continua nas ruas da capital exigindo a volta das visitas presenciais.

Ainda na segunda feira, após a resposta negativa às suas exigências, as mulheres decidiram por acampar na frente da casa do Governador do Estado de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), até conquistarem seu direito de visitas.

Com muita truculência e com a falta de diálogo que é característica do governador, as mulheres foram retiradas pela polícia militar da frente da residência oficial. Isso porém, não diminuiu a força e a coragem do movimento.

Na tarde de hoje (16), após o almoço, as mulheres ocuparam a frente da penitenciária com cartazes, faixas, balões e foguetes. Com muita organização fechavam a rua por alguns minutos para que pudessem gritar palavras de ordem e conversar com as pessoas que passavam.

Durante o ato conseguimos pegar o depoimento de duas lideranças do movimento, Gi e Patrícia, que nos falaram o tamanho do sofrimento que estão passando, e sobre a falta de diálogo com o poder público. Além disso, convocaram a população da cidade para olhar e apoiar o movimento. 

Enquanto estivemos ali nenhum representante do sistema prisional ou do governo de Santa Catarina apareceu para dialogar com as mulheres.

Apesar de sol quente e da falta de estrutura, o que se pode ver são mães com seus filhos e filhas, mulheres grávidas, jovens e idosas lutando sozinhas contra a máquina gigantesca do sistema prisional que, apesar de se vender com o lema “sistema humanizado”, tortura os presos e humilha as famílias.

Além disso também fica claro o quão distante o governo de Santa Catarina está das mulheres trabalhadoras do Estado.

Assim se vai mais um dia de luta intensa na capital catarinense. Quem vê de longe e só enxerga as belezas naturais da “ilha da magia”, não imagina quanta dor, sofrimento e luta existe nas ruas da cidade. Enquanto o governador milionário sobrevoa de aeronave os problemas da população, mulheres reais choram, riem, gritam e não deixam de lutar por justiça, direitos e uma vida digna. Fazemos coro às companheiras e chamamos a população da cidade a observar a luta e escolher o lado delas.

CONFLITO – Mães, esposas, irmãs e familiares confrontam a polícia na luta pela vida. (Foto: Jornal A Verdade)

CARTAZ – Manifestante exige visitas presenciais e troca de cartas. (Foto: Jornal A Verdade)

MANIFESTAÇÃO – Familiares exigem seus direitos de visita presencial. (Foto: Jornal A Verdade)

UNIÃO – “Fazemos coro às companheiras e chamamos a população da cidade a observar a luta e escolher o lado delas. Nós já escolhemos, seguiremos na luta!” (Foto: Jornal A Verdade)

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