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União da Juventude Rebelião realiza ações no dia do estudante

MOVIMENTO ESTUDANTIL – Mesmo com a pandemia, o movimento estudantil não ficou paralisado e participou das manifestações contra o fascismo e as medidas de flexibilização do governo Bolsonaro. (Foto: Jorge Ferreira/Jornal A Verdade)

Ruan Vidal

RIO DE JANEIRO (RJ) – No dia 11 de agosto, Dia do Estudante, sempre acontecem passeatas e manifestações denunciando as medidas e os ataques dos governos e defendendo os direitos estudantis. Com a pandemia e as dificuldades para a realização de atos de rua, a União da Juventude Rebelião (UJR) realizou outras formas de ação, juntamente com grêmios, CAs e DCEs, Fenet e os movimentos Rebele-se e Correnteza.

Os militantes da UJR promoveram ações simbólicas em repúdio à reabertura de escolas sem cumprimento de um protocolo rígido de segurança sanitária: leitos vagos em mais de 50%, redução de alunos por turma, salas ventiladas, testagem em massa e frequente, EPIs e outras reivindicações que somam ao todo 14 itens.

Em Pernambuco, a Uespe entregou carta com essas reivindicações ao Governo do Estado. “Convivemos com a exclusão no ensino remoto pela irresponsabilidade dos governos das elites de não se preocupar, em especial nas redes estaduais, com a distribuição de auxílios ou equipamentos, chips, acesso à internet, situação psicológica e assistência social”, disse Evandro José, presidente da entidade.

No Rio Grande do Sul, foram estendidas faixas em frente à Secretaria de Educação de Porto Alegre e na Reitoria do IFRS, além da Coordenadoria Regional de Educação de Passo Fundo. Em Santa Catarina, foram colados cartazes na entrada da rede federal do ensino técnico. No Sudeste, foram organizadas mais de dez ações no Rio de Janeiro pela Aerj, um ato com representações estudantis na frente da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, além de faixas e muita denúncia no Grande ABC.

Os mineiros fizeram ações em três locais: em frente ao Cefet-MG, na Praça Sete e no Barreiro. Já no Espírito Santo, foram diversas ações descentralizadas e uma faixa estendida na porta da Secretaria de Educação.

No Centro-Oeste, mais lambes e cartazes denunciando a política genocida de reabertura, comandada pelos governadores do DF e MT. Pará, Piauí e Alagoas também tiveram denúncias com cartazes e faixas nas ruas das suas capitais. No Maranhão, uma faixa contra o retorno híbrido foi estendida na casa do governador.

Governos Deixam Estudantes com Fome

Desde a suspensão das aulas presenciais, prefeitos e governadores não têm feito o dever de casa para garantir a alimentação que falta na casa dos estudantes. No Brasil, a merenda escolar cumpre um papel muito importante de nutrição infantil, considerando os altos índices de desigualdade social e desnutrição de crianças. Devido a isso, várias entidades, em especial no Norte e Nordeste, têm feito campanhas em defesa da alimentação dos estudantes, do aumento do valor do vale e do pagamento em dia, já que o valor ainda pequeno tem atrasado, e, como diz o ditado, quem tem fome tem pressa.

No IFRN, os estudantes e suas entidades estudantis protagonizaram uma luta fundamental contra o retorno e pela democracia, já que a Reitoria está sob intervenção de um golpista escolhido por Bolsonaro e que chamou a Polícia para bater nos estudantes. O pior é que a argumentação era que a manifestação pacífica de representantes estudantis com distanciamento social e máscaras estava causando aglomeração, quando, na verdade, os estudantes ficaram aglomerados após a PM jogar gás de pimenta, perseguir as lideranças atrás das filmagens do celular e enforcar um aluno.

Mobilização é a Palavra-Chave

Diante disso, fica provado que não dava para o dia do estudante passar em branco ou acontecer somente na internet em lives ou twitaços, que cumprem um papel, mas pouco intimidam os governos. A mobilização com distanciamento movimenta os estudantes e mostra que somos capazes de defender nossas pautas e conquistar vitórias importantes para o movimento estudantil como em qualquer outro tempo.

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