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Em meio a pandemia, água está suja no Grajaú

ÁGUA SUJA – Mesmo a água sendo um fator essencial de combate ao coronavírus, moradores acordam com água suja no Grajaú. (Foto: Reprodução/Jornal A Verdade)

“A atual situação mostra que São Paulo precisa de uma política que não ignore as mais de 1.503 de internações por Covid-19, que não ignore os problemas de saneamento básico e que também não apresente como solução a privatização do sistema de saneamento.”
Victor Brito

SÃO PAULO (SP) – A água de cor escura saindo das torneiras de diversas casas do Grajaú está preocupando os moradores. Atualmente no estado de São Paulo, o número de novas internações por Covid-19 chegou a 1.503 e é o maior número desde o começo de setembro, quando registrou 1.524 internações. Ao todo, a taxa de ocupação de leitos de UTI está em 50%.

O uso da água e sabão, ao lado dos insumos e EPIs, da testagem da população em massa e o distanciamento social, são as principais armas de prevenção e combate ao vírus Covid-19. Jane, moradora da região nos informou como está acontecendo o problema.

Quando foi que iniciou o problema? A falta de água se tornou constante a parti do início das eleições, se iniciou uma obra na Av. Dona Belmira Marin e a desculpa sempre foi a mesma a partir da quarta-feira (02). Foi a primeira vez que aconteceu nessa região.

Qual a situação da água? A água está com uma cor escura e com um cheiro insuportável. Como vamos fazer comida, beber e fazer qualquer coisa com a água desse jeito? A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) não informou nenhum alerta sobre problemas na água antecipadamente e deu uma resposta que seria normalizada a situação na quinta-feira (03) até às 23h.

Sabesp atualmente é uma companhia pública que está em processo de sucateamento propositalmente para justificada sua privatização. As equipes de manutenção estão sobrecarregadas e não há concurso público há dois anos.

Vê-se o aumento da presença das transnacionais da água através do Capital Misto e das Parcerias Público-Privadas (PPPs) nas empresas públicas de saneamento. Estas permanecerão oficialmente estatais, mas serão administradas como uma empresa privada visando, assim, o lucro. Dessa forma, não estarão orientadas como prestadoras de serviço público, função para a qual foram criadas.

A atual situação mostra que São Paulo precisa de uma política que não ignore as mais de 1.503 de internações por Covid-19, que não ignore os problemas de saneamento básico e que também não apresente como solução a privatização do sistema de saneamento. Já se tornou evidente qual os interesses pela privatização em cima de serviços públicos que hoje, estão sendo sucateados.

Parte do povo pobre da zona sul não teve condições de fazer o isolamento social por diversos motivos, sendo a ampla maioria por falta de polícias de assistência do Estado para os trabalhadores e trabalhadoras das regiões mais marginalizadas do Estado e os abandonando.

Na quarta-feira (02), parte dos trabalhadores do Parque Novo Grajaú saíram de suas casas para trabalhar, se aglomeraram nos transportes públicos e, quando chegam em casa, não têm água limpa para lavar as mãos, fazer comida e manter o básico de higiene que deve ser responsabilidade do Estado.

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