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Trabalhadores organizam dia nacional de luta em defesa dos serviços públicos

Caio Sad
Coordenador geral da FENET


Dia nacional de mobilização dos servidores contra a Reforma Administrativa. Foto: A Verdade.

BRASÍLIA – Durante o último período, o governo militar de Bolsonaro vem organizando uma grande campanha de ataques ao serviço público. Ao dizer que os servidores públicos são privilegiados e têm muitas regalias, Bolsonaro pretende desgastar a imagem destes trabalhadores diante da população para justificar propostas como a chamada “reforma administrativa” (PEC 32/2020). 

A reforma arquitetada pelo banqueiro Paulo Guedes, atual ministro da economia promove muitos ataques aos direitos da categoria entre os quais: o fim da estabilidade, transformando os serviços públicos em cargos indicados em que só é permitido seguir ordens do governo; o congelamento dos salários, que, somado à PEC 186, aprovada na câmara dos deputados este mês, não terá reajustes até 2026; além de campanhas de assédio moral, corte de verbas para as mais diversas áreas, etc.


Ato dos servidores em frente ao Ministério da Economia em Brasília. Foto: A Verdade.

Diante dessa situação, os servidores têm organizado diversas lutas para dar enfrentamento a esta política de desmonte dos serviços públicos e definiram o dia 24 de março como um dia nacional de lutas em defesa dos serviços públicos. Convocado pelo Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais – FONASEFE, trabalhadores e trabalhadoras de todo o país organizaram manifestações para apresentar as suas reivindicações de luta contra o desmonte do serviço público. Os atos envolveram servidores públicos municipais, estaduais e federais, além de outros setores da sociedade como os estudantes, que se somaram à luta, prestando sua solidariedade.

Raul Bittencourt, secretário geral do SINDISEP/RJ (Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Estado do Rio de Janeiro) declarou: 

“Temos por objetivo denunciar a política de extermínio do governo Bolsonaro contra a classe trabalhadora e a política econômica de Paulo Guedes que contribui para o genocídio brasileiro.”

Segundo Raul, os atos de hoje tiveram como pauta central a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); a garantia do acesso à vacina para toda a população brasileira; a defesa do serviço público contra o desmantelamento neoliberal; e a garantia de uma renda digna a todos os trabalhadores e trabalhadoras para que consigam sobreviver à pandemia. 

“Paulo Guedes sabota o serviço público, sabota a economia, aumentando a miséria e a concentração de renda […] Infelizmente, as prioridades do governo de Bolsonaro e Paulo Guedes, residem em transferir recursos públicos para o capital financeiro especulativo.” disse ainda Raul.

Em Brasília, os servidores organizaram uma manifestação na frente do Ministério da Economia, onde entregaram a pauta de reivindicação dos servidores públicos. Lucas Barbosa, coordenador geral do SINASEFE Brasília (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica seção Brasília) esteve no ato e falou ao jornal A Verdade: 

“Estamos denunciando a reforma administrativa, os cortes de verbas nas áreas federais, em especial nos Institutos Federais e nas Universidades […] além das reivindicações gerais: em defesa dos concursos, contra o arrocho salarial e sobretudo defender a ampla vacinação para a população e um auxílio emergencial digno, de um salário mínimo, pelo menos, que garanta que as pessoas tenham condição de ficar em casa para defender a vida.”.

Os serviços públicos garantem o acesso universal a direitos básicos como saúde e educação, por exemplo. Mas com a política de sucateamento e as privatizações promovidas pelos sucessivos governos, o povo brasileiro vê seu patrimônio ser entregue aos grandes especuladores da iniciativa privada. Por isso, mesmo diante da situação de pandemia, os servidores decidiram realizar as manifestações em todo país, pois, como disse Raul, do SINDISEP/RJ: 

“[…] é papel do serviço público denunciar esse projeto genocida e fazer a defesa da saúde, educação e uma vida digna para toda a classe trabalhadora.”.

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