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Pandemia leva mais 745 mil pessoas à pobreza no Rio de Janeiro

POBREZA. Moradores do complexo da Maré convivem com esgoto a céu aberto na segunda cidade mais rica do Brasil (Foto: Agência Brasil)

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), um a cada nove fluminenses são obrigados a sobreviver com apenas R$246 mensais. Estado é o mais desigual e o quarto com o maior número de desempregados do país.

Igor Barradas | Redação Rio


BRASIL – A crise geral do capitalismo tem jogado milhões de trabalhadores na miséria. No Rio de Janeiro, segundo estado mais rico do Brasil, a taxa de pobreza saltou de 6,4% para 10,65% durante a pandemia, o que representa 745 mil novas pessoas nessa condição, de acordo com estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ao todo, um a cada nove fluminenses são obrigados a sobreviver com apenas R$246 mensais.

Mas, enquanto a maioria da população sofre com a miséria crescente, um punhado de capitalistas lucram como nunca antes. Um exemplo Jorge Moll Filho, dono da Rede D’Or de hospitais, que pulou da 16ª para a 3ª posição entre os maiores bilionários brasileiros no ranking da revista Forbes. Com uma fortuna estimada em US$ 12,82 bilhões, Moll deve estar torcendo para a pandemia durar muitos anos.

Milhões condenados à fome

Não bastasse a pobreza crescente, o Rio de Janeiro é o estado do Sudeste com o maior número de desempregados e o quarto maior do país. Fica atrás apenas de Bahia, Alagoas e Sergipe, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde o início da crise, em 2012, a taxa de desemprego no Rio mais que dobrou. Hoje, 1,5 milhão pessoas querem trabalhar mas não encontram emprego no estado.

Apesar disso, nenhuma medida efetiva é tomada pelos governos para atender a população pobre. Ao contrário, o novo auxílio emergencial anunciado pelo governo Bolsonaro retira o direito ao benefício de mais de 23 milhões de pessoas, além de diminuir o valor de R$ 600 para até R$ 375. No Rio de Janeiro, 1,45 milhão de pessoas deixarão de receber o auxílio e estarão condenados à fome. Segundo levantamento do DIEESE, o valor anunciado é suficiente para a compra de apenas 25% da cesta básica.

Fica claro, portanto, que o compromisso dos governos capitalistas é apenas com o lucro dos ricos, enquanto para o restante da população sobram doenças, desemprego e fome. Essa situação só tera um fim definitivo quando a classe trabalhadora se organizar para tomar o poder da burguesia e destruir esse sistema capitalista, construindo em seu lugar o poder popular e o socialismo.

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