UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Vamos sim falar sobre o elefante na sala

Arte: Gabriela Gayer
Gabriela Gayer
Rio de Janeiro

OPINIÃO – A carcaça podre, corroída e mal cheirosa de um elefante que agonizou de 1964 até a sua morte em 1985. Foi torturado, estuprado, teve seus ossos roubados.
Mas, no Brasil dos anos de chumbo, não se podia falar sobre o elefante na sala. No Brasil de hoje, não querem investigar ou quiçá falar sobre o elefante na sala.
Seus algozes ora dizem que nunca houve, ora dizem que morreu porque mereceu. “O elefante? Não o assassinamos. Ele usou seus polegares e se enforcou. Esses bichos se suicidam mesmo”. Assim, os assassinos levam multidões a ignorar a carcaça do mamífero bem no centro da sala.
Em memória do elefante, nós vamos lembrar para jamais esquecer. Clamaremos por verdade, por justiça. Ditadura nunca mais!

Outros Artigos

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Matérias recentes