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As filas da fome no Rio de Janeiro

FOME. Multidão no Largo da Carioca, no centro do Rio, em busca de um prato de comida (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)

Basta passar pela Central do Brasil e na Igreja São Jorge, ao lado do Campo do Santana, na hora do almoço, ou na esquina do Edisen, prédio da Petrobrás, no fim do dia, para vermos legiões de famintos em busca de uma refeição.

Alexya Lessa
Rio de Janeiro


BRASIL – Em todo o país vemos a crise econômica e política estampada nas prateleiras dos mercados, mostrando como está ficando cada vez mais caro manter nossa necessidade básica de sobrevivência. Com Bolsonaro, o direito à alimentação está cada vez mais distante para a população trabalhadora.

A prova disso são as enormes filas que diariamente se formam no centro do Rio de Janeiro de pessoas em busca de um prato de comida. 

Basta passar pela Central do Brasil e na Igreja São Jorge, ao lado do Campo do Santana, na hora do almoço, ou na esquina do Edisen, prédio da Petrobrás, no fim do dia, para vermos legiões de famintos em busca de uma refeição, distribuída por projetos sociais. 

É verdade que esse tipo de ação existe há muito tempo. Porém, com a pandemia, tem chamado a atenção como o tamanho das filas tem aumentado a cada dia. 

Além de evidenciar o número de pessoas em grave insegurança alimentar, as filas da fome escancaram outra chaga social brasileira: os pedintes e a população em situação de rua. Essas pessoas são a face mais cruel das consequências da política econômica neoliberal imposta ao Brasil nas últimas décadas.

Tudo pelo mercado

O governo, no lugar de prover assistência a essa população, prioriza os interesses do tal “mercado”. Enquanto corta o auxílio emergencial de mais de 20 milhões de pessoas e diminui o valor do benefício, Bolsonaro não deixa de pagar religiosamente os juros da dívida pública, uma fortuna que sai todos os meses dos cofres públicos direto para o bolso dos banqueiros.

De fato, segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, o valor gasto com a dívida pública em 2020 (R$ 1,831 trilhão) seria suficiente para garantir quase quatro anos de auxílio emergencial. 

Motivos para não pagar a dívida pública não faltam. Além de ser um recurso público usado para enriquecer banqueiros, essa dívida nunca foi auditada, quer dizer, não sabemos exatamente porque foi contraída e como foi gasta. Há fortes indícios de que parte considerável do endividamento do Brasil é resultado de fraudes e manobras financeiras ilegais. 

É para pagar essa dívida ilegal, imoral e injusta que o Estado brasileiro promove diversas reformas neoliberais, ajustes fiscais e retira direitos sociais da popuação. 

Esse mesmo Estado incentiva a exportação de quase toda a produção de alimentos do país, encarecendo o preço dos produtos, enquanto o povo não tem condições de comprar o básico: arroz e feijão. Tudo em nome do lucro.

Fora Bolsonaro! Por um governo popular!

Assim, a gestão desastrosa do governo Bolsonaro também faz parte do projeto onde apenas os trabalhadores pagam pela crise do capitalismo, enquanto os mais ricos crescem suas fortunas.

Só conseguiremos dar fim à fome através de uma produção e distribuição de alimentos voltadas para as necessidades dos nossos trabalhadores, e não visando o lucro, como ocorre atualmente. É por esse motivo que precisamos dar fim a esse governo genocida e ao sistema capitalista, que oprime cada dia mais o nosso povo, e construir um verdadeiro governo popular.

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