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Prefeitura de São Bernardo renomeia Fábrica de Cultura para homenagear tucano.

DESRESPEITO – Prefeitura desrespeita a população decidindo nome de equipamento público sem participação popular e homenageando um algoz dos trabalhadores (Foto: Reprodução)

Matheus Giopatto | Fórum Aberto de Cultura e Arte de São Bernardo do Campo

SÃO PAULO – Como noticiado em toda rede nacional de comunicação, o prefeito da maior cidade da américa latina, Bruno Covas, veio a óbito após quase dois anos lutando contra um câncer. Em homenagem a ele, Orlando Morando (PSDB), Prefeito de São Bernardo do Campo, decidiu, sem consultar o povo, que mudaria o nome da única Fábrica de Cultura da cidade para ‘Fábrica de Cultura Bruno Covas’.

É de fato lamentável a morte de qualquer ser humano. Mas não podemos esquecer que das milhares de mortes causadas pelo coronavírus, grande parte  poderiam ter sido poupadas por esse mesmo prefeito que está sendo homenageado. Não podemos esquecer que Bruno Covas tirou cobertores de pessoas em situação de rua nas noites mais frias do ano, que colocou pedras embaixo de viadutos para que essas pessoas também não pudessem ter onde dormir, além de cortar a distribuição de marmitas para essa mesma população tirando-lhe qualquer dignidade, tirando-lhe o próprio direito de existir. Em um dos seus atos mais cruéis, Bruno Covas jogou jatos de água em pessoas em situação de rua na Sé.

Covas foi um grande perseguidor da luta popular, dos trabalhadores e principalmente dos servidores públicos, que viram seu direito à aposentadoria ser jogado no lixo pelo ex-prefeito. Mesmo na pandemia, onde seu partido, PSDB, decidiu fazer papel de bom moço, para contrapor o fascista do Jair Bolsonaro, Bruno Covas tirou a paz dos professores instaurando a volta às aulas em meio ao iminente colapso do sistema de saúde e à falta de vacinas, o que levou a morte de diversos professores.

Após o falecimento de Covas sua política de maldades contra o povo continuará, pois seu vice e agora prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), além de ser um agressor de mulher, também é comprometido com a política neoliberal que corta da carne do povo para entregar a riqueza de São Paulo aos grandes ricos, muitas vezes das maneiras mais perversas e cruéis que se possa imaginar.

Diante disso, o prefeito de São Bernardo do Campo decidiu renomear a Fábrica de Cultura da Cidade para homenagear seu companheiro de partido, ação que contou com apoio da Câmara de Vereadores que aprovou a alteração com 21 votos a favor, do total de 28 cadeiras. Assim o poder público de São Bernardo dá continuidade a uma política antiga no Brasil, levada a cabo pelas elites, de homenagear equipamentos públicos com o nome de algozes do povo; se a morte de um ser humano nunca é algo a ser comemorado, tão pouco pode-se esquecer o passado dos mortos: heróis do povo devem ser homenageados, seus carrascos merecem estar no lixo da história.

As Fábricas de Cultura, sendo aparelhos públicos, devem zelar pelos interesses do povo, garantindo a formação da juventude, oferecendo oficinas e apresentações. Com isso, o nome da Fábrica de Cultura deve ser escolhido pelo próprio povo, aqueles que utilizarão o espaço, seja como alunos, oficineiros, trabalhadores terceirizados, ou membros da sociedade.

O grupo Plante organizou um abaixo assinado para garantir que o povo nomeie o espaço, esse pode ser acessado nesse link: http://chng.it/XkZg9nzywr.

 

 

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